O pertinente discurso de Celso de Melo.  Lula e Renan presentes. 

O discurso do Ministro Celso de Melo na posse de Carmen Lúcia foi como um trator passando na cabeça dos vagabundos de plantão, tanto do STF quanto do Poder Legislativo, além de misérias humanas como Lula.
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É claro que Lula vai precisar de um tradutor para traduzir do português para o idioma ébrio, já que é extremamente ignorante e não conseguiria entender uma única frase do que disse Celso de Melo.

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Só nos resta agradecer à Carmen Lúcia por ter convidado Renan e Lula, pois ouviram o que jamais pensaram que ouviriam.

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Eis parte do discurso:
“…É por isso que se impõe proclamar, com absoluta certeza moral, que os cidadãos desta República têm o direito de exigir que o Estado seja dirigido por administradores íntegros, por legisladores

probos e por juízes incorruptíveis, pois, afinal, o direito ao governo honesto constitui prerrogativa insuprimível da cidadania.

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E que deste Tribunal parta a advertência, severa e impessoal, de que aqueles que transgredirem tais mandamentos expor-se-ão, sem prejuízo de outros tipos de responsabilização – não importando a sua posição estamental, se patrícios ou plebeus, se governantes ou governados -, à severidade das sanções criminais, devendo ser punidos, exemplarmente, na forma da lei, esses infiéis da causa pública e esses indignos do poder.

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O fato indiscutível, Senhora Presidente, é que se impõe repelir qualquer tentativa de captura das instituições do Estado por organizações criminosas constituídas para dominar os mecanismos de ação governamental, em detrimento do interesse público e em favor de pretensões inconfessáveis, porque contrárias ao Direito e

profundamente lesivas aos valores da probidade, da transparência, da decência e da impessoalidade que devem sempre conformar a atividade das instituições da República.

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É por isso, Senhora Presidente, que fatos notórios veiculados pelos meios de comunicação social, geradores de justa indignação popular, resultantes de investigações promovidas por órgãos incumbidos da persecução penal, revelariam que se formou, em passado recente, no âmago do aparelho estatal e nas diversas esferas governamentais da Federação, uma estranha e perigosa aliança entre determinados setores do Poder Público, de um lado, e agentes empresariais, de outro, reunidos em imoral sodalício com o objetivo ousado, perverso e ilícito de cometer uma pluralidade de delitos profundamente vulneradores do ordenamento jurídico instituído pelo Estado brasileiro.

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Tais práticas delituosas – que tanto afetam a estabilidade e a segurança da sociedade, ainda mais quando perpetradas por intermédio de organizações criminosas – enfraquecem as instituições, corrompem os valores da democracia, da ética e da

justiça e comprometem a própria sustentabilidade do Estado

Democrático de Direito, notadamente nos casos em que os desígnios dos agentes envolvidos guardam homogeneidade, eis que dirigidos, em contexto de criminalidade organizada e de delinquência governamental, a um fim comum, consistente na obtenção, à margem das leis da República, de inadmissíveis vantagens e de benefícios de ordem pessoal, ou de caráter empresarial, ou, ainda, de natureza político–partidária.

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Mostra-se intolerável, desse modo, Senhora Presidente,

em face da ação predatória desses verdadeiros profanadores dos

valores republicanos, transigir em torno de princípios fundamentais

que repudiam práticas desonestas de poder, pois elas deformam o

sentido democrático das instituições e conspurcam a exigência de

probidade inerente a um regime de governo e a uma sociedade que não admitem nem podem permitir a convivência, na intimidade do poder, com os marginais da República, cuja atuação criminosa tem o efeito deletério de subverter a dignidade da função política e da própria atividade governamental, degradando-as ao plano subalterno da delinquência institucional e transformando-as em um meio desprezível de enriquecimento ilícito. 

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É por essa e por outras razões, Senhora Presidente, que

se impõe repudiar e reprimir – sempre, porém, sob a égide dos

princípios que informam o Estado Democrático de Direito e que

consagram o regime dos direitos e garantias individuais – todo e

qualquer ato de corrupção, pois não constitui demasia insistir no fato de que a corrupção traduz um gesto de perversão da ética do

poder e de erosão da integridade da ordem jurídica, cabendo ressaltar que o dever de probidade e de comportamento honesto e transparente configura obrigação cuja observância impõe-se a todos os cidadãos desta República que não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper. 

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Ministro Celso de Melo”

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