Por isso eu luto! 

​A esquerda me fez de vilão porque nasci homem. A esquerda me fez de vilão porque nasci hétero. A esquerda me vez de vilão porque não nasci negro, e assim ela me tem por branco, ignorando que este é um termo historicamente utilizado para povos originários da Europa ocidental.

A esquerda me fez de vilão porque eu orava para Deus, e não para Alá. A esquerda me fez de vilão porque eu nasci na classe média, ignorando que meus pais nasceram paupérrimos. A esquerda me fez de vilão até porque eu sou coxinha.
A esquerda colocou a maior parte dos meus amigos e parentes contra mim. A esquerda me transformou num “estuprador em potencial”.
A esquerda só não me faz de vilão quando me vê como nordestino. Mas isso ocorre após o Nordeste dar significativos votos à esquerda. Antes, eu era adolescente, mas lembro bem, a esquerda nos chamava de “curral eleitoral”.
Mas isso deve mudar em breve. Porque, onde não há mercado forte, a população precisa do Estado. E é assim no Nordeste. Em breve, o Nordeste irá se tocar que não é mais a esquerda quem está no poder. E o voto continuará entregue ao governo, ao Estado, e não à esquerda. É quando a esquerda chamará o Nordeste de traidor.
Para chegar ao poder, a esquerda precisou alimentar conflitos, dividir o país. Antes, éramos mestiços, éramos gays, lésbicas e simpatizantes, éramos brasileiros e brasileiras, éramos 90 milhões em ação, éramos nós contra eles. Agora somos divididos entre quem tem direito a cota e quem não tem, excluíram o “simpatizante” da causa gay, mulheres são estimuladas a verem nos homens os seus maiores inimigos, agora é norte contra sul e o Nordeste virou uma região a qual evito visitar pois não posso dizer um “ai” em público contra tudo isso. É artista contra “coxinha”, é jovem contra velho, é a eterna vontade de censurar aquele que discorda de você, derrubar o perfil, a página, não deixar que aquele pensamento divergente se propague.
Eu não tenho a menor dúvida de que o Brasil era melhor antes de a esquerda chegar ao poder. Tínhamos plena liberdade de expressão, as contas públicas melhoravam ano a ano, fazíamos um movimento de convergência social, trabalhávamos os conflitos para que fossem resolvidos no diálogo, mesmo o líder ignorante da esquerda foi convertido numa versão “paz e amor”. Até o futebol era melhor, muito melhor.

Depois da esquerda, bem… É essa destruição que vocês estão vendo. Mas nada é mais repugnante do que um formulário que tenho aberto no monitor ao lado. Nele, o Instituto Federal do Pará dita padrões para se definir quem é negro ou não. Na tabela, são examinados a pele, o nariz, a boca, os dentes, o maxilar, o crânio, a face, o cabelo, a barba e os “arcos zigomáticos” (não me perguntem pois também não sei o que é) dos candidatos. No nariz, o avaliador pode escolher entre “curto”, “largo” ou “chato”. Na boca, há as opções “lábios grossos”, “dentes muito alvos e oblíquos” e “mucosas roxas”. Para cabelos, sugerem “crespos” ou “encarapinhados”.
Isso é uma distopia. E eu me recurso a viver nela.
Ou o Brasil coloca a esquerda no seu devido lugar, ou a esquerda acaba com o Brasil – como acabou com tantos outros países.
A esquerda me fez de vilão porque eu ousei questionar a esquerda quando eu ainda me considerava esquerdista.
Ou eu luto contra a esquerda, ou a esquerda acaba comigo.
Por isso eu luto.

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