“Quem cala, consente” (Provérbio)

Há dois dias tomei conhecimento, pelos noticiários televisivos das Redes Globo e Bandeirantes, de que a OAB/RJ peticionou ao STF a pronta cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro. Como fundamento jurídico de tal asneira, os signatários invocam que o referido parlamentar "criminalizou" sua declaração de voto, proferida no decurso da sessão plenária da Câmara dos Deputados, realizada no dia 17 p.p.. O suposto crime teria se consumado quando Bolsonaro aludiu, em homenagem póstuma, o nome do já falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. A ocorrência desse episódio vem sendo dolosamente amplificada por dois notórios patifes da imprensa : Ricardo Boechat e William Bonner.
Para quem assistiu, como eu, pela televisão, o desenrolar daquela histórica Sessão Legislativa, poderá atestar que outros deputados, contrários ao impeachement, e que antecederam ou sucederam à manifestação de Bolsonaro, ao justificarem os seus votos, invocaram os "feitos heróicos" dos facínoras e terroristas Carlos Marighella e Carlos Lamarca.
Ora, por uma questão análoga de raciocínio, seria lícito e justo, portanto, questionar-se perante o TSE sobre a legalidade do registro do PC do B e de outras siglas partidárias ideologicamente afins. Os filiados a esses Partidos professam, de forma clara ou dissimulada, a doutrina comunista. Em outras palavras : endossam os crimes, os massacres e os genocídios perpretados a mando de Lenin, Beria, Stalin, Fidel e Pol Pot (seria fastidioso nominar outras figuras proeminentes que implementaram o terror soviético, o paredón foquista, as atrocidades maoístas e as barbáries do Khmer Vermelho), em nome da prevalência da Ditadura do Proletariado.
Entretanto, as minhas fundadas preocupações não decorrem desses fatos, pretéritos ou atuais. O que me angustia, me entristece e, sobretudo, me revolta, é a ausência de uma pronta e enérgica manifestação por parte daquele que, por um dever de ofício, deveria refutar esse tipo de agressão. Afinal de contas, é sabido no âmbito castrense que o Cel Ustra jamais desonrou a farda que vestiu; que nunca respondeu por crime algum na Justiça Militar; que tampouco transitou em julgado, em seu desfavor, qualquer dos delitos que lhe foram injustamente imputados no âmbito da Justiça Comum. A única e irrefutável versão, que enobrece a sua memória, é a de que o Cel Ustra legou, a todos os brasileiros de bem, exemplos de destemor e abnegação, numa cruenta e vitoriosa campanha contra aqueles que optaram pela subversão e pela luta armada, nos idos de 1960 e 1970.
São episódios como esses, sempre recorrentes, que agudizam a minha indignação. Não mais posso entender como PRUDENTE e SAPIENTE o habitual mutismo, propugnado por todos aqueles que têm sido guindados ao honroso posto de Comandante do Exército Brasileiro, a partir da implementação do Ministério da Defesa.
Não! Não clamo por um ato ou uma atitude de indisciplina, ou por qualquer iniciativa atentatória à Ordem Constitucional. Almejo — assim como a maioria silenciosa dos companheiros de caserna — uma TOMADA DE POSIÇÃO : serena e respeitosa, mas contundente na defesa do Ideário de 1964 e da honra pessoal de todos aqueles que deram tudo de si — inclusive a própria vida — para consolidá-lo. Bastará isso, e somente isso, para silenciar a súcia revanchista.

Existe, sim, uma latente questão militar. Ela é incômoda e desagradável, mas não pode ser "empurrada para debaixo do tapete". Exige equacionamento e solução. Não mais pode ser postergada ou ignorada pelos defensores de um pretenso "Estado Democrático de Direito", implementado no País após o advento da "Nova República". Até aqui, essa "democracia" tem sido responsável pelo esgarçamento contínuo do tecido sócio/político/econômico do país e pela dissolução dos costumes cristãos e familiares. Até aqui, essa "democracia" tem atribuído amplos "direitos" à nomenklatura tupiniquim para rapinar o Erário. Até aqui, essa "democracia" bordeja os rodapés dos ideais republicanos. BASTA!!!

Deputado Federal Jair MESSIAS Bolsonaro

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