Desintegração programada

http://www.previplano1.com.br/2015/06/desintegracao-programada.html

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 1º de junho de 2015. www.previplano1.com.br

Caros Colegas.

Quem, como eu, que foi Funcionário do Banco do Brasil como Investigador de Cadastro, Fiscal da CREAI, Perito de Balanço, integrante da MOVEC, chefe da CREGE/CREAI/CADASTRO, Administrador – tudo durante boa parte do tempo de Banco sempre pelo interior do Brasil – não se contém e aceita sem revolta a declaração de incompetência explícita levada ao ar hoje à tarde, dia 1º de junho de 2015 por emissários de um Banco que já não existe.

Quem, como tantos, agindo como pioneiros levando o progresso às remotas Cidades interioranas, por vezes atuando como professores voluntários em Escolas Municipais, pode aceitar surdamente o festival de besteiras que assolou o País no dia de hoje, voando nas asas da Internet para divulgar o desconhecimento do que foi o Banco do Brasil de Outrora.

Quem, em sã consciência, assistiu contendo a custo a ânsia de vômito de que foi tomado ao se deparar com a frouxa mensagem aos aposentados divulgada em nome do Banco do Brasil.

Esse mesmo Banco que há muito deu as costas aos seus aposentados já tidos como o maior patrimônio da Instituição.

Ainda mais quando essa canhestra apresentação tem na frente um monte de cabeças brancas estupefatos, obrigados a assistir ao desfile de uma juventude despreparada que tomou de assalto politicamente a Direção do Banco e da PREVI.

Moços bem-postos, de caríssimos ternos bem talhados, de rostos luzidios ostentando a saúde cuidada à margem do atendimento da CASSI.

De dentaduras perfeitas a espelhar que não se valem de financiamentos do PAS para tratamento odontológico.

Moços que ganham salários da ordem de cinquenta mil reais mensais contrastando com os míseros benefícios de aposentadoria dos seus interlocutores.

Moços que, em sua maioria, entraram pela janela do Banco como menor-aprendiz que não se submeteram ao rígido “vestibular” como era conhecido o concurso de outrora, e que somente conquistaram a condição de escriturários mediante simulacro de prova interna – elaborada e fiscalizada pelo colega de Banco, parceiro de noitadas nas AABBs da vida.

Moços que, declaradamente não conhecem o Banco dos aposentados de hoje, como demonstrado por um deles que, parecendo pedir desculpas, resvalou para o inusitado relato de como veio a saber pelo pai o que era ser fiscal da CREAI, como se isso bastasse para diplomá-lo no conhecimento do Banco em que jamais trabalhou, pois sempre foi apadrinhado com trânsito pelos acarpetados gabinetes da sinecura e nas escadas rolantes que os trouxeram à condição de hoje – debochando da situação dos aposentados ávidos por reconhecimento, ao menos como GENTE.

Quem, que entendeu diferentemente de mim a incompetente exibição, ajude a explicar a que se destinava a farsa encenada. Despropósito puro, onde em nada foi falado a respeito da CASSI que o Banco quer extinguir.

Em que nada foi dito acerca da penúria dos endividados que clamam por oportunidades de um Empréstimo Simples do seu próprio dinheiro.

Em que acham que o aposentado vive à procura do que fazer para ocupar o tempo de que não dispõe como voluntário num enganador programa social para servir de vitrine à sociedade, pois, por culpa desses dirigentes que os vilipendiam, hoje os aposentados do BB já se ocupam de um cabedal de serviços “voluntários” no seio da família que não quer ver à míngua.

Até porque, por falta de dinheiro, atuam em seus domínios como babás, faxineiros, cozinheiros, motoristas, professores, enfermeiros, cuidadores e tudo mais que seus proventos não podem pagar no desempenho de terceiros.

Positivamente, caros Colegas, esta não foi uma tarde feliz para o NOVO Banco do Brasil e seus novíssimos e despreparados dirigentes que nos afrontaram.

No fim de tudo, ainda oferecem um crachá que ninguém de bom senso irá ostentar por vergonha de que o identifiquem com o Banco do Brasil de hoje.

E digo mais, nesse absurdo teatro não me candidato a ator, pois sou de outra escola.

Sou da escola da vida que frequentei quando ela ostentava o pomposo título de BANCO DO BRASIL.

 

JOSÉ CHIRIVINO ÁLVARES
BRASÍLIA-DF

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