Mais cargos para aliados

CORREIO BRAZILIENSE – DF | POLÍTICA
PAULO DE TARSO LYRAJULIA CHAIB

147547055.jpgA presidente Dilma Rousseff convocou todos os ministros a pressionar as respectivas bancadas para garantir a aprovação do projeto que aumenta as alíquotas que incidem sobre a folha de pagamentos. A ordem foi dada na manhã de ontem, durante reunião da coordenação política, com a presença de 18 pessoas, entre elas, 13 ministros de diversas legendas, o vice-presidente da República, Michel Temer, e líderes do governo no Congresso, no Senado e na Câmara. Paralelo a isso, a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), a Vice-Presidência e a Casa Civil aceleram as nomeações no segundo turno, com o objetivo de evitar surpresas na Câmara e no Senado.

O PTB, por exemplo, que votou rachado nas duas medidas provisórias do ajuste fiscal, será convocado para conversar sobre a ampliação dos espaços ainda esta semana e evitar sustos no debate do projeto de desoneração da folha. Após receber o aval para a manutenção de Rubens Rodrigues dos Santos na presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o PTB prepara-se para negociar outros cargos.

A legenda quer a presidência da Casa da Moeda e a manutenção da vice-presidência de governo do Banco DO BRASIL, além dos comandos da Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e uma diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Não podemos falar nada agora para não atrapalhar as conversas”, disfarçou o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).

O PP, que também apresentou muitas defecções durante a votação das medidas provisórias, apresentou ao Planalto o nome de Felipe Mendes de Oliveira para a presidência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Ex-secretário executivo do Ministério das Cidades na gestão de Márcio Fortes, Felipe é piauiense e afilhado político do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos citados na Operação Lava-Jato.

Mas o PP não está de olho apenas na Codevasf, embora o cargo já tenha sido um prêmio e tanto, pois, para agradar aos pepistas, o Planalto desalojou Elmo Vaz, afilhado político do ministro da Defesa, Jaques Wagner. A legenda, que luta por outros cargos no segundo escalão, tem diversos políticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do escândalo da Petrobras. E, até o momento, não prometeu apoio incondicional ao projeto da desoneração. “Ainda vamos debater esse assunto, não fechamos questão em torno da matéria”, disse o líder do PP na Câmara, Dudu da Fonte (PE).

Briga por espaço

Além da Codevasf, o PP disputa com o PMDB – mais especificamente com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, a presidência do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs). “Queremos ter o comando integral de nosso ministério. O Dnocs está ligado ao Ministério da Integração Nacional, não ao Turismo”, queixou-se Dudu da Fonte.

Se não conseguir recuperar o comando do Dnocs, Henrique Alves deve emplacar Vinicius Lummertz, atual secretário de Políticas de Turismo na presidência da Embratur. Além do apoio do ministro, ele também era ligado ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC), morto na semana passada após um enfarto fulminante. Seria o segundo nome ligado ao PMDB catarinense emplacado no segundo escalão. O primeiro é Djalma Berger, irmão do senador Dario Berger (PMDB-SC), que presidirá a Eletrosul.

FHC: “Roubo em nome de uma causa”

A propaganda eleitoral do PSDB que irá ao ar na noite de hoje vai enfatizar a corrupção, os erros na gestão do país e o estelionato eleitoral que levou à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em sua intervenção, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dirá que “nunca antes na história deste país se errou tanto e se roubou tanto em nome de uma causa” – em entrevista ao jornal Financial Times, FHC afirmou que o “sistema político brasileiro está quebrado”. Já o senador Aécio Neves (MG) afirmará que “o PSDB respeita o resultado das eleições, mas que os brasileiros também elegeram uma oposição”. Ele ainda apontará os “estelionatos eleitorais” do governo Dilma.

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