Boletim Pessoal – Situação financeira da Cassi

Poderia começar com uma medida simples: ENXUGAR A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA CASSI! NÃO PRECISAMOS DE 3 DIRETORIAS, 16 EXECUTIVOS E 29 GERENTES DE DIVISAO! PRECISAMOS SIM DE MAIS MÉDICOS CONVENIADOS, PRECISAMOS SIM DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E ATENDIMENTO AOS CRÔNICOS!

Colega,

Em nosso último Boletim, trouxemos uma série de informações sobre a situação da Cassi. Os temas apresentados tiveram ampla repercussão entre os funcionários, gerando uma grande quantidade de e-mails que continham vários sentimentos e percepções sobre o momento de crise pelo qual passa a nossa Caixa de Assistência. Foram mensagens de apoio, outras apresentando sugestões ou, ainda, manifestando surpresa com o tema; enfim, ficou claro como o assunto é considerado de extrema importância para o funcionalismo, bem como ficou demonstrada a necessidade de maiores esclarecimentos, de forma ampla e franca, sobre a situação da nossa Caixa de Assistência.

Como prometido, neste Boletim falaremos sobre a situação financeira da nossa Caixa de Assistência. Antes, porém, devemos ressaltar que nosso objetivo é encontrar medidas viabilizadoras da Instituição e não perder tempo em responsabilizar esta ou aquela gestão. O agravamento da situação financeira da Cassi deve ser entendido como algo que vem acontecendo no longo prazo. Devemos focar na busca de um modelo de atuação da Cassi que seja capaz de enfrentar a complexidade do nosso sistema de saúde, de sorte a torná-la capaz de reverter o quadro atual, considerando as realidades em que estão inseridos seus patrocinadores (os associados e o Banco).

Nos últimos quatro resultados anuais (2011 a 2014), o Plano de Associados da Cassi acumulou um déficit de R$ 530 milhões, ao se calcular o desempenho da Instituição sem considerar eventos extraordinários, como as receitas do Benefício Especial Temporário (BET), que foram interrompidas em dezembro de 2013. Mesmo contabilizando as receitas extraordinárias, os números desse plano permanecem bastante desfavoráveis no período, com déficit ultrapassando o montante de R$ 140 milhões.

A situação fica ainda mais preocupante quando são analisadas as projeções para o atual exercício, que indicam esgotamento das reservas livres do Plano de Associados até o final do próximo mês de agosto, se nada for feito. Em outras palavras, significa dizer que a Entidade poderá apresentar um quadro técnico de insolvência, ou seja, não terá recursos necessários para honrar integralmente suas dívidas com fornecedores e prestadores de serviços.

Diante desse cenário, os representantes do Banco na Cassi elaboraram uma proposta de orçamento para 2015, contemplando uma série de medidas e buscando a redução de despesas, com os menores impactos possíveis na qualidade e abrangência dos serviços prestados pela Instituição, até que uma solução definitiva fosse proposta e debatida com o Corpo Social. Tratava-se, portanto, de medida emergencial. Tinha como base a suspensão de programas como o farmacêutico e o de atendimento aos crônicos. Essa medida, além de atingir uma parcela limitada dos associados, seria suficiente para equilibrar o orçamento do exercício. Importante frisar que estariam preservados todos os serviços oferecidos pela Cassi à totalidade de seus associados no seu Regulamento de Benefícios, como internações, cirurgias, consultas, exames, etc. Além disso, ganharíamos um tempo precioso para, com tranquilidade e sem percalços com prestadores e órgão regulador, discutirmos quais medidas estruturantes seriam implantadas.

Como não houve consenso entre os representantes indicados e eleitos em relação à proposta, a consequência foi a não aprovação da peça orçamentária para o exercício de 2015, levando a Instituição a operar em situação de contingenciamento orçamentário. Isso significa dizer que a Cassi não poderá realizar novos investimentos, bem como qualquer dispêndio não essencial, assegurando-se, entretanto, o pagamento de salários, materiais administrativos já contratados ou fornecidos, prestadores já contratados e despesas decorrentes de obrigações de caráter contratual legal ou regulamentar.

Tal situação poderá, inclusive, trazer dificuldades em relação à negociação com prestadores da rede credenciada, tendo em vista a inexistência de orçamento para corrigir monetariamente os contratos. A possibilidade de ocorrerem descredenciamentos não pode ser desconsiderada. No limite, esta situação pode motivar até mesmo uma intervenção do órgão fiscalizador (ANS).

Cabe esclarecer que, somente em 2014, o Banco destinou como contribuição ao Plano de Associados aproximadamente R$ 900 milhões. Não bastasse a grandeza do valor, trata-se de uma quantia superior à destinada pelos funcionários e aposentados, que juntos contribuem com aproximadamente R$ 600 milhões.

Soma-se aos R$ 900 milhões anuais outra informação que poucas pessoas sabem: o Banco, por força legal, provisiona em seu balanço R$ 5,8 bilhões como contribuição aos funcionários que irão se aposentar e para os que já são aposentados. Ao contrário da grande maioria das empresas do país, ou mesmo do mundo, o BB continua contribuindo com a Cassi mesmo após o funcionário não ter mais vínculo empregatício com a Empresa. Os números comprovam o compromisso do BB com o plano de saúde de seus funcionários.

Esse volume de recursos oferece a dimensão da importância da Cassi para o BB. E é em nome de toda essa representatividade que devemos levar adiante um debate amplo o suficiente para possibilitar que nosso plano de saúde siga adiante, e com a qualidade que sempre lhe foi inerente, sendo, inclusive, referência no mercado de saúde.

Para contribuir nesse tema de tamanha complexidade, o debate sobre o momento atual da Cassi não se encerra com este Boletim. Acreditamos que o diálogo é necessário para a construção de soluções concretas e eficazes, e a participação dos funcionários neste momento é indispensável. Sendo assim, todos podem e devem colaborar com o envio de sugestões, ideias ou dúvidas sobre o assunto. Para facilitar essa discussão, estamos lançando na próxima segunda feira, dia 20, o site http://www.bb.com.br/cassiemdebate, com o objetivo de reunir todas as informações inerentes ao debate sobre a Cassi em um único ambiente, que permite a interação por meio do envio de mensagens.

Continue acompanhando os desdobramentos sobre o tema e compartilhe as informações com outros associados. Em um plano de saúde autogerido, como é o caso da Cassi, todos nós temos responsabilidades sobre a escolha do futuro da Instituição, especialmente neste contexto de dificuldades. Em breve divulgaremos novo Boletim com mais informações importantes para enriquecer o debate.

O Banco do Brasil, como de costume, continuará atuando junto aos órgãos deliberativos da Cassi, mantendo-se alinhado com as melhores práticas de gestão e governança e focado no compromisso de assegurar a sustentabilidade econômica e financeira da Instituição. Afinal, acreditamos na viabilidade da nossa Cassi.

Bom trabalho!

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas

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