Colegas da CEF: Digam adeus à parcela considerável da PLR: Area de seguros da Caixa será vendida

O ESTADO DE S. PAULO – SP | ECONOMIA E NEGÓCIOS

Murilo Rodrigues Alves Adriana Fernandes / Brasília

Banco reunirá seus ativos de seguros em uma empresa e venderá ações no mercadoO governo deu autorização ontem para que a Caixa privatize sua área de seguros, em um negócio com potencial de gerar bilhões de reais. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidente do Banco, Miriam Belchior, anunciaram que darão início aos estudos para avaliar a viabilidade de abrir o capital (IPO) de uma nova empresa que reunirá todas as participações da Caixa em seguros.

“A CAIXA ECONÔMICA continuará sendo uma empresa 100% pública, mas a atividade de seguros, que hoje inclusive tem sócios privados, vamos modificar, de tal maneira que se abra o capital, que se faça essa oferta pública”, afirmou Levy, no Palácio do Planalto, depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff. “Os objetivos são muito claros: aumentar a presença da Caixa num segmento importante e, evidentemente, aproveitar a vitalidade do nosso mercado de capitais.”

A venda de participação da Caixa ajudará o governo a reforçar as contas neste momento em que enfrenta dificuldade para cumprir a meta de superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) fixada em R$ 66,3 bilhões para 2015. Segundo fontes da equipe econômica, o IPO também diminui a necessidade de capitalizações futuras do Banco.

Sociedades. A mais atrativa das companhias de seguros em que a Caixa tem participação é a Caixa Seguradora, sociedade com a CNP Assurances. A estatal francesa detém 50,75% da empresa e a Caixa Par, braço de investimentos da Caixa, 48,21%. A Caixa tem participações em outras empresas de se-guros, por meio da Caixa Par, como, por exemplo, uma seguradora com o Banco Pan.

Os sócios dessas empresas já foram procurados pela Caixa e informados que o modelo dos negócios será rediscutido: a Caixa oferece a rede de atendimento para comercialização de seguros, títulos de capitalização, planos de previdência e consórcios e, em contrapartida, presta serviços bancários para essas empresas, como manutenção de contas de depósito, aplicações financeiras e convênios de arrecadação e pagamento.

“O grande valor está no nosso balcão, nos nossos clientes e na enorme capilaridade da Caixa”, afirmou ao Estado a presidente da Caixa. Miriam Belchior disse que o “grande sentido” da operação é se manter como o terceiro maior Banco brasileiro em ativos. “O mercado de seguros está crescendo muito no País, fundamentalmente pelo crescimento de renda da população.”

O Estado apurou que a Caixa vai reunir hoje dez bancos de investimentos nacionais e internacionais para analisar essa proposta preliminar para a abertura de capital.

A avaliação das instituições ajudará a definir a nova organização societária. Em seguida, a Caixa contratará um sindicato de bancos que vai organizar a oferta de ações e esperar a melhor condição de mercado. “Seria um trabalho árduo, mas seria possível fazer este ano”, disse Miriam.

BB. O modelo proposto inicialmente pela Caixa é semelhante ao feito pelo Banco DO BRASIL. A oferta inicial de ações da BB Seguridade arrecadou R$ 11,5 bilhões em abril de 2013, o maior valor atingido por uma empresa brasileira desde 2009. O BB também reuniu, sob o mesmo guarda-chuva, todas as empresas de seguro nas quais a instituição financeira tinha participação. Quando saiu a oferta, a BB Seguridade foi avaliada em R$ 44 bilhões – hoje vale quase R$ 70 bilhões. O impacto no lucro do Banco naquele ano foi de R$ 9,8 bilhões, segundo o balanço do Banco. O governo levou R$ 3,7 bilhões em impostos com a operação. /colaboraram

BERNARDO CARAM e LORENNA RODRIGUES

Modelo

Proposta inicial é a de usar o mesmo modelo usado pelo Banco DO BRASIL, que arrecadou R$ 11,5 bilhões em abril de 2013.

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