Divergências levaram a mudanças na Petros

VALOR ECONÔMICO -SP | FINANÇAS
Por Thais Folego | De São Paulo

A mudança de comando a toque de caixa na Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, anunciada na noite de segunda, foi motivada por divergências entre os executivos que ocupavam a diretoria, segundo fonte.
A alteração na cúpula do segundo maior fundo de pensão do país ocorre no momento em que a Petros apresenta déficit superior a R$ 5 bilhões e é alvo de investigação da Petrobras por conta da possível relação entre as denúncias da Operação Lava-Jato e a fundação.
Os então diretores de investimentos, Newton Carneiro, e de seguridade, Maurício Rubem, enviaram ao conselho deliberativo uma carta relatando o desentendimento deles com o presidente, Carlos Fernando Costa. O principal foco de divergências se devia a problemas de gestão da fundação. Eles relataram a falta das reuniões estatutárias obrigatórias da diretoria duas vezes por mês e a exclusão, pelo presidente, dos temas pautados por Carneiro e Rubem.
Diante desse quadro, o conselho deliberativo fez reunião extraordinária na segunda-feira e decidiu trocar toda a diretoria. Ao contrário das outras grandes fundações, os diretores da Petros são todos indicados pela patrocinadora.
Para a presidência, foi nomeado Henrique Jäger, homem de confiança de Aldemir Bendine, novo presidente da Petrobras. Jäger é membro do conselho de administração do Banco DO BRASIL. Para a diretoria de investimentos, foi nomeado Licio da Costa Raimundo, economista que já foi chefe da assessoria de planejamento de investimentos da Petros. Fernando Paes de Carvalho, que já passou por diversos cargos na Petrobras, será o novo diretor de seguridade; e o advogado Danilo Ferreira da Silva assumirá a diretoria administrativa. Ele é funcionário da Petrobras.

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