DEDO NA FERIDA

DEDO NA FERIDA

GRUPO MEIA DÚZIA DE TRÊS OU QUATRO

09.02.2015

Colegas,

Assim, respeitosamente, devemos tratar e ser tratados, pois o que nos une é a vinculação do nosso nome a uma matrícula e as “VIVÊNCIAS” na empresa chamada Banco do Brasil.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” (Chico Xavier).

O Neri, funcionário do Banco, investido no cargo de Diretor Estatutário, não deveria utilizar a “Teoria do Medo”, de Maquiavel, como tentativa de fragilizar emocionalmente os funcionários do Banco, ameaçando-nos: “O Banco poderá se retirar da CASSI” … Amanhã, ele ou outro Diretor qualquer, fará a mesma ameaça em relação a PREVI: Não se iludam!

Ele sabe muito bem que isto é uma “bravata”! O Banco tem ações transitadas em julgado no TST assegurando – como direito adquirido – a obrigatoriedade do fornecimento de Assistência Médica, fruto do Contrato de Trabalho e especificações nos Editais dos concursos.

Mas, foi bom: ACENDEU AINDA MAIS A NOSSA INDIGNAÇÃO!

Até porque, da forma como o tema CASSI está sendo tratado, demonstra que ela está sendo utilizada como “Bode Expiatório” para que nos esqueçamos onde efetivamente mora o perigo: PREVI.

Repetimos: PREVI – AQUI RESIDE NOSSA SOBREVIVÊNCIA!

A tentativa de colocar a CASSI no centro da discussão – apesar de ter enganado algumas associações -, é recorrente para mudar o “FOCO”, mas não vamos nos esquecer da pauta prioritária que é a PREVI:

– Governança com prestação de contas analíticas; explicações sobre operações suspeitas, tipo: venda das ações da USIMINAS (perda estimada de quase R$ 500 milhões); Petrolão: 7 Brasil, Petrobrás, aeroportos e tantos outros itens que estão deteriorando nossos ativos; Reajuste de benefícios, além do INPC; Empréstimo Simples que está deixando colegas depressivos e com promessas de suicídios; Código de Ética que mais parece “pacto de silêncio” das organizações criminosas; e por ai vai!

Não vamos nos iludir: hoje o assunto é CASSI, mas a pauta verdadeira é PREVI, pois a criamos para garantir a nossa SOBREVIVÊNCIA, inclusive pagar a CASSI… Repetimos: É na PREVI que mora o PERIGO!

Mas, para encurtar a conversa, todos nós – ativos, aposentados e pensionistas – temos consciência que a CASSI precisa de uma reestruturação, inclusive do seu plano de custeio.

Os custos da atividade médica: novos procedimentos; intervenções e cirurgias, além da nossa maior longevidade, por si só, justificam isto!

GOVERNANÇA NA CASSI:

ATIVIDADE: CASSI deve permanecer como PLANO DE SAÚDE SOLIDÁRIO, co-patrocinado pelo Banco do Brasil, suas Subsidiários e Controladas, na proporção de 1,5 vezes sobre a contribuição do Empregado ASSOCIADO: ativos, aposentados e pensionistas.

Não podemos aceitar que o nosso PLANO DE SAÚDE – gerido pela CASSI -, seja “foco de barganhas” ou transformado, no médio prazo, em “SEGURO SAÚDE” com o estabelecimento de “valores de franquia” para atendimentos e, posteriormente, seja mais uma Empresa a ser vendida no mercado ou absorvida pela “Seguradora” do Banco. No Estatuto já está definido os valores de coparticipação. A diferença entre PLANO DE SAÚDE e SEGURO SAÚDE, pode ser consultada no site da ANS.

Como “Plano de Saúde” a CASSI pode administrar hospitais, clínicas, adquirir remédio, próteses e equipamentos, inclusive importa-los, etc., livrando-se da máfia dos representantes e “marcas” que só encarecem os produtos.

CORPO SOCIAL: deverá ser mantida esta instancia deliberativa para decidir sobre todas as alterações de Estatuto e aprovação anual das contas, após AUDITORIA.

CONTROLADORIA e AUDITORIA: deverá ser criado quadro próprio de Controladoria; Auditoria Contábil e Auditoria Médica. Caberá a Auditoria Médica visitar e validar os tratamentos diretamente em clínicas e hospitais e liberar as faturas. Semelhante aos demais planos de saúde: AMIL, etc.

Todos deverão ter formação especifica nas respectivas áreas e ficarão subordinados, para efeito de prestação de contas, exclusivamente ao Conselho Deliberativo. Não participam de decisões administrativas, mas serão responsáveis – civil e criminalmente – pela emissão dos relatórios toda vez que o assunto envolver as respectivas áreas.

AUDITORIA INDEPENDENTE: As contas da CASSI, semelhante a qualquer outra Empresa, precisam passar por Auditoria Independente. O Banco já dispõe destes relatórios; os ASSOCIADOS – mantenedores /contribuintes – também precisam de tratamento idêntico.

No momento, para qualquer definição sobre CAPITALIZAÇÃO da CASSI é imperioso a apresentação de relatórios analíticos auditados, transparentes e confiáveis, para facilitar a identificação dos itens causais e permitir uma reavaliação de ações e implantação de um programa de racionalização dos custos.

Inicialmente, já detectado que está distorcido “para mais” os salários dos dirigentes e instalações faraônicas; melhorar a calibragem e regulação dos pontos de auditoria para identificar vazamentos e favorecimentos; transparência nas contas; renegociação de contratos de prestação de serviços, inclusive de serviços financeiros.

Mas, também, precisamos revisar – e recuperar a já deteriorada – rede de médicos, hospitais e clinicas credenciadas …

Precisamos de QUANTIDADE, QUALIDADE e CENTROS DE REFERENCIA EM SAÚDE como contrapartida para os nossos dispêndios.

FORMAS ALTERNATIVAS DE CAPITALIZAÇÃO: Efetuada a implantação de todas essas medidas saneadoras na CASSI, parte-se para fontes alternativas de CAPITALIZAÇÃO, assegurando contratualmente, desde já, que, havendo necessidade de novos “aportes”, todos comparecerão: ASSOCIADOS e PATROCINADOR.

Primeira sugestão: transferir todo o “patrimônio” da ANABB e AAFBB para capitalizar a CASSI. Afinal, todo esse “patrimônio” foi adquirido com o dinheiro dos “associados” e não precisamos de prédios suntuosos, inclusive sede campestre. Não é justo o acúmulo de “mordomias e suntuosidades” quando os associados precisam de SAÚDE e SOBREVIVÊNCIA!

Esclarecemos: O faturamento, fruto de nossas contribuições mensais, acumula anualmente mais de R$ 45 milhões para a ANABB e mais de R$ 10 milhões para a AAFBB; permitindo a iniciativa.

Segunda sugestão: toda vez que houver desmobilização do patrimônio das AABB, os recursos financeiros, hoje revertidos para a FENABB, sejam revertidos para a CASSI.

Terceira sugestão: Que a CASSI passe a integrar, de forma prioritária, o “pool” dos “estipulantes” beneficiários dos planos de seguros; previdência e tantos outros produtos e serviços do Conglomerado do Banco do Brasil

Sem meias palavras, precisamos parar de aceitar factoides que incendeiam a discussão emocional com interesses obscuros…

Basta! Todas as “concessões” e mudanças de Estatuto só nos trouxeram dor de cabeça e tristeza.

Finalmente: RATIFICAMOS QUE O FOCO DA NOSSA UNIÃO CHAMA-SE:

– PREVI – Caixa de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil.

– Afinal, é na PREVI que residem o PERIGO e as “vulnerabilidades” …

GRUPO MEIA DÚZIA DE TRES OU QUATRO
José BEZERRA Rodrigues

ze-bezerra

André Luiz Fernandes Mascarenhas

andremascarenhas2011

Anúncios

Sobre Blog dos Bancários

Bancário
Esse post foi publicado em Noticias. Bookmark o link permanente.