CASSI alinhada com o Projeto do Governo Petista

Colegas,

Em 2007, na última reforma estatutária da CASSI, os associados questionavam se as medidas adotadas seriam suficientes para resolver definitivamente os problemas financeiros da nossa Caixa. Nós, debatedores do assunto, esclarecíamos que a CASSI tinha que ser constantemente acompanhada e que nada resolveria o problema por definitivo. Na época, estávamos no Conselho Deliberativo da CASSI e a entidade não possuía mais reservas financeiras. Estávamos todos correndo contra o tempo.
Depois, já como Diretoras da CASSI e sabedoras das previsões financeiras para os próximos anos, apresentamos propostas que englobavam parcerias com hospitais e clínicas de imagem em cidades onde a utilização justificava tais parcerias; direcionamento da população da CASSI para clinicas e hospitais parceiros, como forma de redução de custos; possibilidade da CASSI ter participação em empresa de venda de plano odontológico para os clientes do Banco; ser estipulante de seguros do BB. Tudo isso para obter receitas alternativas e reduzir as despesas básicas. Mas nem o Banco nem a Contraf-Cut representados no Conselho Deliberativo da CASSI, foram enfáticos na defesa destas propostas. Talvez porque resolver os problemas da CASSI, com políticas de longo prazo, não fosse assim tão interessante para quem o único objetivo era ganhar as próximas eleições.
Quando tomamos conhecimento pela internet das negociações com o Banco, por meio de manifestações da ANABB e da Contraf-Cut, que hoje detém as duas Diretorias eleitas da CASSI, e para isto contaram com o apoio do Presidente e de parte da Diretoria da Anabb e da Direção da AAFBB, ficamos pasmas com os termos das mensagens. Tentam convencer o funcionalismo de que é isso mesmo, como se não houvesse nada a fazer, a não ser se conformar e discutir se a conta vai ser paga pelo Banco ou pelo Funcionalismo. Simples Assim.
Infelizmente, a CASSI vai ter sempre custos crescentes, consequência do envelhecimento da população, custos exorbitantes da medicina, aumento da expectativa de vida, política de redução de salário dos funcionários admitidos a partir de 1998, fim do BET, receitas limitadas decorrente da atual política de achatamento dos salários e dos benefícios dos aposentados e pensionistas e ausência total de discussão de formas alternativas de aumento de receitas. Tudo isso não é novidade para uma empresa como a CASSI e não deveria ser para seus dirigentes. O que deveria estar sendo levantado pelos diretores eleitos e indicados, pela Direção da ANABB e por demais entidades que apoiaram a união entre representação Petista dos eleitos e dos indicados pelo Banco é como inverter a lógica para amenizar estas despesas crescentes, que já era a muito previstas por atuários e empresas especializadas.
Mas para isso, é necessário que os interlocutores tenham credibilidade junto ao funcionalismo, que começa a entender que não é possível servir a dois senhores – governo e trabalhadores. A Contraf-Cut, ANABB, AAFBB estão comprometidas com a gestão mais ineficiente da história da Cassi. São necessários Diretores Eleitos com capacidade de gestão, formação acadêmica, cursos de pós-graduação, experiência comprovada, exatamente como é exigido dos funcionários que pretendem alçar altos cargos na carreira no Banco, que sejam capazes de despir-se da condição de militantes de correntes e partidos políticos e que, principalmente, apareçam para trabalhar todos os dias e não somente às terças feiras, dia de reunião da Diretoria Executiva da CASSI.
Então, nos restou ver os Diretores eleitos pela Contraf-Cut fazerem a grande declaração da tragédia já anunciada e conhecida por todos. "A CASSI está quebrada, de novo"
Infelizmente não estamos vendo nenhum debate de alternativas de receitas como saída para nossa CASSI. É que é mais fácil ficar na mediocridade simplesmente discutindo quem vai pagar a conta. E nos arriscamos a dizer que essa conta vai sobrar para o funcionalismo que não pode ficar sem serviços de saúde. Ainda mais agora que estão todos do mesmo lado, o lado da conhecida Articulação do PT (Banco, Contraf-Cut, ANABB e AAFBB). Lamentável…, mas previsível.

Denise Lopes Vianna e Graça Machado
(Ex Diretoras e Ex Conselheiras Deliberativas da CASSI)

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