Vamos ter um escândalo maior do que o da Petrobrás será no BNDES

Jornal Opção – Edição 2058 – 38 Anos – 15/12/2014 – Entrevista Hélio Telho
“Vamos ter um escândalo de corrupção ainda maior do que o da Petrobrás. E será no BNDES”
Entrevistas
O procurador federal mais temido de Goiás diz que o banco do governo será foco de rombos ainda maiores e desabafa:
“Não estamos dando conta de defender a República dos ratos que estão corroendo suas estruturas”.

É raro achar um político que goste de Hélio Telho Corrêa Filho.
Eles têm razão de não ter muita afeição pelo procurador da República: além de já passado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) deixando estragos em várias candidaturas com gastos suspeitos nas eleições de 2004 e 2006, ele não costuma “alisar” com a classe.
O fato agravante é que ele usa as redes sociais para dizer o que pensa — e geralmente o que ele pensa é o antônimo do que um questionável ocupante de cargo público consideraria um elogio.
Dessa forma, ele consegue a antipatia de partidários de todas as correntes.
Ser tido por tanta gente diversa como “persona non grata” não parece lhe incomodar.
Pelo contrário: mostra que o alcance de seu rigor com a coisa pública é imparcial e acaba “doendo” em todos.
Ao mesmo tempo em que mostra a vigilância necessária aos fatos sombrios demonstrada nas redes sociais, ele tem também um lado reservado: prefere não falar sobre questões pessoais.
“Minha vida particular é muito pouco interessante”, desconversa, embora ele mesmo diga que quem o quer destratar o acusa de gostar de aparecer.
Ao receber o Jornal Opção em sua sala, Hélio Telho fez questão de puxar alguns temas por conta própria — embora já estivessem também na pauta.
O principal alvo foi a necessidade de uma reforma político-eleitoral adequada.
“Hoje as lideranças políticas, sociais e religiosas, em sua maioria, vendem o apoio.
Há até mesmo uma tabela.
E a cada eleição isso está mais caro”, resume.
O escândalo da Petrobrás ganha outro nome pela boca do procurador: “petropina”, uma junção dos termos “petróleo” e “propina”.
“A ‘Veja’ foi de uma criatividade sem tamanho usando o termo ‘petrolão’.
O que há é a ‘petropina’, a Petrobrás estava prospectando petróleo com propina.
Mas o pior ainda está por vir, diz ele. “Nós ainda vamos ver o maior escândalo de corrupção. E será no BNDES.
Se na Petrobrás havia o TCU [Tribunal de Contas da União] investigando e denunciando fraudes, do BNDES nós não temos nada, não sabemos nada”, alerta Hélio Telho, que estabelece até um prazo máximo para os novos podres virem à tona: dois anos.

Anúncios

Sobre Blog dos Bancários

Bancário
Esse post foi publicado em Noticias. Bookmark o link permanente.