Banco do Brasil suspende patrocínio

O ESTADO DE S. PAULO – SP | ESPORTES

Decisão é tomada após CGU comprovar irregularidades na administração dos recursos pela CBV

O Banco do Brasil suspendeu o patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) depois de dois relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) comprovarem irregularidades na administração dos recursos. Os relatórios da CGU foram publicados ontem.
A auditoria foi instaurada após vários indícios de irregularidades serem apresentados em reportagens veiculadas pelo canal ESPN Brasil.
"Há alguns meses estamos pressionando a CBV para fazer um aditivo ao contrato de patrocínio para adotar várias das medidas preconizadas pela Controladoria- Geral da União. Como as providências não foram adotadas, decidimos suspender o pagamento", disse a assessoria de imprensa do Banco.
"Parte das medidas apontadas pela CGU foram previamente identificadas pelo BB e constam de aditivo contratual negociado com a CBV, porém sem resposta final por parte da Confederação.
O Banco do Brasil reitera que não vai compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte e à comunidade do vôlei, e entende ser necessário que a CBV adote novas práticas de gestão que tragam mais disciplina e transparência à aplicação dos recursos", diz trecho de um comunicado emitido pelo Banco.
A ESPN publicou em maio que os gastos com "assessoria jurídica" saltaram de R$562 mil em 2011 para R$4,13 milhões no ano seguinte. O beneficiário dos pagamentos foi o Escritório de Advocacia Valmar Paes, que pertence ao pai do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que se reelegeu no pleito de 2012.
A CBV publicou uma nota na qual afirma que está tomando diversas providências para cumprir integralmente as medidas sugeridas pela CGU.
"Mesmo antes do relatório final, a nova gestão tomou providências visando a implantar governança responsável e, acima de tudo, ética. Entre as medidas sugeridas pela CGU no relatório final, já havia contratado auditoria para analisar os exercícios anteriores, cancelando contratos que possuíam vícios éticos, abrindo as contas e disponibilizando documentos para as entidades de fiscalização."
Renúncia. O contrato de patrocínio entre Banco do Brasil e CBV é o mais antigo em vigência de uma confederação nacional- o primeiro foi assinado em 1991, antes da conquista do ouro na Olimpíada de Barcelona. O atual compromisso expira em30 de abril de 2017. Os valores são sigilosos.
Após a publicação das reportagens da ESPN, Ary Graça renunciou, em março deste ano, ao cargo de presidente da CBV. Ele é presidente da Federação Internacional de Vôlei desde 2012.Walter Pitombo Larangeiras, vice-presidente da CBV por mais de 30 anos, assumiu o cargo deixado vago por Graça.
Em nota, Graça refuta as acusações publicadas pela imprensa. Ele reafirma que auditoria externa da Price avaliou todos os contratos e não encontrou nenhuma ilegalidade.

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