Sindicato diz que HSBC demitiu 800

BRASIL ECONÔMICO – SP | FINANÇAS

Bancários da instituição protestam no país mas Banco não se pronuncia sobre dispensa

O HSBC, segundo maior Banco estrangeiro em atividade no Brasil, demitiu cerca de 800 funcionários nos últimos três dias no país, afirmou na última sexta-feira sindicato de trabalhadores. Consultado, o Banco afirmou por meio de sua assessoria de comunicação que não vai se pronunciar sobre o assunto.
Segundo o Sindicato, em Curitiba (PR), sede do Banco, ocorreram cerca de 100 demissões, enquanto no centro administrativo, na capital paulista, foram 40 empregados dispensados.
Segundo dados do Banco Central, o HSBC era o sétimo maior Banco em operação no Brasil em junho, com ativos de R$ 163,3 bilhões. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região realizou ato na maior concentração do HSBC na capital paulista, o Centro Administrativo São Paulo (CASP), localizado na Vila Leopoldina, contra as demissões feitas desde o início da semana em todo o país. "Vamos manter a mobilização até que o Banco suspenda as demissões. Já entramos em contato com o Banco e aguardamos retorno para marcar reunião", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
"O quadro de funcionários do Banco já é reduzido. Em que condições os bancários vão conseguir atender à população?". O CASP abriga cerca de 1,2 mil funcionários e, somente na quinta-feira, cerca de 40 empregados foram dispensados. Os funcionários dos centros administrativos Palácio Avenida (matriz do Banco), Vila Hauer, Xaxime Kenne-dy e mais nove agências de Curitiba também amanheceram fechados. Apenas na capital paranaense ocorreram cerca de 100 demissões nas concentrações e nas unidades bancárias.
Na semana passada, o HSBC anunciou lucro antes de impostos de US$ 96 milhões na América Latina, uma queda de 56,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Embora o balanço do Brasil não tenha sido apresentado, o HS-BC informou que o desempenho do país foi influenciado por uma mudança na composição da carteira de crédito, em direção a operações mais seguras e de retorno menor. "AAmérica doNorteeaAmé-rica Latina, notadamente o Brasil, foram afetados por uma mudança na composição dos portfólios de crédito, uma vez que operações mais seguras e com menores spreads representaram uma grande proporção da carteira", informou o Banco. Reuters

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