Resultado e troca de comando derrubam ações do BB na Bolsa

BRASIL ECONÔMICO – SP | FINANÇAS

Papéis do banco acumulam perda de 8,58% na semana refletindo o baixo crescimento do lucro registrado no terceiro trimestre e possível pedido de saída do presidente Aldemir Bendine, que foi negado pela instituição
As ações do Banco do Brasil já acumulavam na semana até ontem perdas de 8,58% por uma sequência de informações negativas que atingiram o maior Banco do país nos últimos dias. Na quarta-feira o BB anunciou resultado do terceiro trimestre que mostrou crescimento bem inferior a dos seus pares privados, além de números destoantes sobre inadimplência e provisões para devedores duvidosos. Junto com o desempenho, veio a notícia de que o presidente da instituição, Aldemir Bendine, entregou o cargo ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deixará o cargo.

O Banco aumentou em 16,9% a provisão para perdas com crédito e a reserva veio com o aumento da inadimplência do Banco, de 1,9% para 2,09%. O impacto nas ações na quarta-feira foi uma queda de 7,93%. Ontem, impactados pela notícia da troca de comando da maior instituição financeira do país, os papéis cai-ram novamente, mais 4,23%.

A saída de Bendine foi negada oficialmente pelo Banco, em curto comunicado: “O Banco do Brasil informa que eventuais nomeações e demissões de presidentes ocorrem conforme determina o Estatuto Social da Organização. Nesse sentido, o BB nega especulações sobre “entrega de cargo”, e lamenta a publicação de boatos”.

O estatuto social do Banco do Brasil diz que o presidente é nomeado e demitido livremente pelo presidente da República e que a nomeação se dá por um período de três anos, renovável por mais três. Os boatos citados no comunicado se referiram notícias de que atribuíram a possível saída de Bendine a denúncias de favorecimento de empréstimos, que violaram normas internas de concessão de crédito da instituição financeira.

De acordo com um interlocutor do governo, o presidente do Banco do Brasil não entregou uma carta de demissão, mas deverá deixar o cargo junto com outros integrantes da atual equipe econômica quando a presidenta Dilma Rousseff definir seus novos auxiliares. A sua saída, portanto, estaria relacionada às mudanças no novo governo e não aos resultados recentes do Banco do Brasil ou a denúncias sobre Concessões de empréstimos arriscados. Dilma renovará boa parte da equipe econômica, inclusive os ministros da Fazenda e do Planejamento. De acordo com a mesma fonte, Bendini também vem dando também sinais de que deseja deixar o cargo.

Apesar do desmentido da saída de Bendine, o mercado já especulava ontem o possível substituto no cargo. O nome mais cotado é do atual secretário executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Cafarelli, executivo de carreira do Banco do Brasil. Com agências

Em curto comunicado, o Banco do Brasil negou especulações sobre ‘entrega do cargo’ de presidente por Aldemir Bendine, e lamenta a ‘publicação de boatos’

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