Pedido de demissão coletiva – PANORAMA POLÍTICO

O GLOBO – RJ | SEGUNDA PÁGINA
PANORAMA POLÍTICO – ILIMAR FRANCO Ilimar@bsb.oglobo.com.br

Pedido de demissão coletiva

Todos os ministros do governo estão sendo orientados a entregar uma carta de demissão em 18 de novembro. Estão sendo comunicados da orientação pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que diz que fará o mesmo. O gesto teria como objetivo deixar a presidente Dilma à vontade para a reforma ministerial. O ministro diz aos colegas que essa cortesia evitaria constrangimentos quando começar a ser anunciada a nova equipe.

Ajustando os ponteiros

O vice Michel Temer e o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), conversaram por mais de uma hora, na noite de segunda-feira. Na conversa, Cunha sustentou que não será candidato de oposição à presidência da Câmara e que será correto e leal com o Planalto. Mas argumentou que tinha se colocado porque “a Casa não quer a hegemonia do PT”. Temer ouviu, mas não assumiu nenhum compromisso. Sua avaliação, segundo assessores, é que ainda é muito cedo, e o governo não se posicionou de fato. Por isso, Temer recomendou cautela a Cunha. Seus interlocutores avaliam que o líder pode estar sendo usado pelos outros partidos aliados como instrumento de barganha.

“Quem ganha tem que descer logo do palanque e governar. Quem perde reluta em descer. Mas vai ter de descer, acabou a eleição” Jorge Viana Senador (PT-AC)

Quem sabe faz a hora

Numa conversa com petistas, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) comentou que encarava com naturalidade sua eventual saída do ministério. Argumentou que isso seria normal, pois ele já está há mais de dez anos no governo.

PT promete rigor

Os petistas não pretendem pagar a conta, junto à opinião pública, dos malfeitos na Petrobras. O presidente do PT, Rui Falcão, diz que, conhecidos os fatos e feitas as defesas, “os que estiverem implicados, pisado na bola, estão fora do PT”. O teor das delações não é conhecido, mas a expectativa é que quadros de vários partidos estejam presos nas plataformas da Petrobras.

A bola da vez

O governador Luiz Fernando Pezão (RJ) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, foram chamados a se integrar à cúpula do PMDB e participar de suas decisões políticas para 2018. O apelo lhes foi feito ontem, em café da manhã, pelo vice Michel Temer.

O motivo real

O PSDB quer fazer a auditoria na votação por causa de Minas. Nos dias anteriores ao pleito, o senador Aécio Neves foi informado, pelos seus, que ganharia lá. A diferença entre a previsão e o resultado foi de 15 pontos percentuais. Incrédulo, um aecista comentou que foi muito esquisita a derrota do tucano no Triângulo Mineiro.

Prudência

Como outros aliados, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, não pretende levar nomes nem reivindicar espaços à presidente Dilma. Ele afirma que “a presidente tem toda a liberdade para escolher a pasta e quem ela quiser no partido”.

Fora do tempo de jogo

A presidente Dilma e o ex-presidente Lula conversaram anteontem, pela primeira vez, sobre o futuro governo. Mas, antes disso, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, já teria sido convidado para assumir a Fazenda e recusado. _ DEPOIS DE SUCESSIVAS reuniões com os aliados, seus dirigentes comentam que, para eles, já é uma realidade a mão estendida da presidente Dilma. _

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