GOVERNO FEDERAL: Política fiscal forte será prioridade, afirma Caffarelli

Detalhes Criado em Quarta, 29 Outubro 2014 09:18

governo federal 29 10 2014Uma “política fiscal forte” deve ser uma das maiores prioridades do país nos próximos anos. As palavras são do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Caffarelli (foto), que participou nesta terça-feira (28/10) de evento de empresários do setor de seguros e previdência, em São Paulo. Para ele, uma política fiscal sustentada é o chão para pavimentar a passagem para as outras prioridades da economia daqui para frente, como voltar a baixar os juros, levar a inflação de volta ao centro da meta e sustentar uma política industrial também forte.

Desafios – “Dentro do nosso país nós temos uma série de desafios para os próximos anos, e talvez o mais importante de todos seja termos uma política fiscal forte”, disse o secretário. “É através de uma política fiscal forte que poderemos interagir com as demais políticas, que as nossas taxas de juros poderão convergir para patamares condizentes às taxas internacionais e a inflação poderá sair da banda superior para a banda central da meta.”

Dificuldade – O governo demonstra dificuldade para manter o superávit primário na meta, e a inflação desde 2010 fica na faixa de 5% a mais de 6%, quando o alvo central é 4,5%. “Nós temos alguns desafios para os próximos anos. Esse é o mais importante de todos. As demais coisas são consequência”, disse Caffarelli. Outra prioridade citada foi o fortalecimento da indústria e das exportações, que, apesar de uma economia internacional ainda adversa, em sua visão, contam com fundamentos sólidos.

Necessidade – “O Brasil tem notadamente uma necessidade de fortalecer a política industrial e as exportações brasileiras, e nós temos excelentes fundamentos para isso. Nossas reservas atingiram US$ 375 bilhões e a nossa dívida líquida é baixa dentro do processo econômico que vivemos”, disse. Segundo o secretário, a dívida líquida do setor público atinge atualmente 35,9% do PIB.

Investimentos estrangeiros – “Nós temos também uma continuidade dos investimentos estrangeiros. Estamos neste ano no patamar dos US$ 66 bilhões de IED, o mesmo de 2010, ano em que tivemos um crescimento significativo de nossa economia. Isso mostra que o mercado internacional continua acreditando no Brasil”, disse Caffarelli.

Potencial – Ele destacou também o potencial de investimentos, principalmente em infraestrutura, nos próximos anos. “Temos R$ 1,5 trilhão a serem investidos em infraestrutura nos próximos oito anos e o Brasil passará obrigatoriamente por um ciclo de investimentos”, disse. Isso, acredita, exigirá e estimulará uma mudança na estrutura dos financiamentos.

Novo modelo – Se hoje essa estrutura é baseada em fomentadores como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirma o secretário, um novo modelo deve ganhar força com o complemento da iniciativa privada e do mercado financeiro via fundos, poupança privada e investimentos estrangeiros.

Mercado de capitais – “Mercado de capitais é o nome do jogo. Uma revolução é necessária, de uma migração da dívida normal para uma dívida de ‘project finance'”, disse o secretário, citando o modelo de financiamentos de longo prazo. “Obviamente teremos recursos do BNDES para fazer frente a isso, mas o grande complemento deve ser o mercado de capitais, a participação acentuada da poupança interna, das empresas e também dos investimentos estrangeiros”, afirmou. (Valor Econômico)

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