Greve começa forte em Brasília e fecha centenas de agências e prédios

  • 30 Setembro 2014

Com grande adesão dos bancários e bancárias do Distrito Federal, a greve nacional da categoria começou forte em Brasília nesta terça-feira (30), primeiro dia da paralisação. Mobilizada, a categoria aderiu ao movimento grevista e fechou centenas de agências de bancos públicos e privados, além de prédios administrativos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BRB.

“É grande a adesão e a unidade dos trabalhadores no DF e no restante do país. A greve segue por tempo indeterminado. Até que os bancos apresentem uma proposta decente, vamos continuar de braços cruzados”, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que integra o Comando Nacional dos Bancários e representa a categoria de Brasília nas negociações com a Fenaban.

“Apesar da grande adesão no primeiro dia de paralisação, tanto nos bancos públicos quanto nos privados, sentimos falta dos bancários em greve virem para as portas das unidades ajudar nos comitês de esclarecimento,” disse o secretário de Finanças do Sindicato, Wandeir Severo, que também é empregado da Caixa. Ele considerou a adesão deste ano maior do que no ano passado.

O dirigente sindical ressaltou que, como não tem negociação, a greve prossegue. E pediu aos bancários para não furarem a paralisação, pois alguns trabalhadores estão ficando dentro das agências trabalhando, e isso atrapalha os demais colegas, que estão empenhados em lutar pela categoria. Wandeir informou que, todos os dias, às 17h, será realizada reunião organizativa, na Praça do Cebolão, no SBS.

Assembleia nesta quarta (1º)

Uma nova assembleia, na terça-feira (30), organizou os trabalhadores para continuarem firmes na luta e reforçarem a mobilização em todo o Distrito Federal. A próxima assembleia organizativa será realizada nesta quarta-feira (1º), às 17h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul.

Denuncie

No primeiro dia da greve, o Sindicato recebeu denúncias de práticas antissindicais e de condutas abusivas que tentam enfraquecer o movimento dos trabalhadores. O fato levou a entidade sindical a criar um canal de denúncias, as quais serão investigadas e, caso necessário, tomadas as devidas providências.

Clique aqui para acessar a ferramenta e fazer a denúncia. Para isso, não é necessário se identificar.

O Sindicato reforça que a greve é um direito de todos, garantido pela Constituição Federal e pela Lei 7.783/89, independentemente do cargo que ocupa e do banco que trabalha.

Ato no Banco Central

Nesta quinta-feira (2), como parte do calendário de mobilização da Campanha Nacional dos Bancários 2014, o Sindicato realiza um ato público em frente ao Banco Central (Bacen), no Setor de Autarquias Sul (SAS). O objetivo é se posicionar contra a independência do órgão, para que o banco continue trabalhando a favor da sociedade brasileira e não a serviço da ganância do sistema financeiro.

O Bacen, que tem como principal função regularizar e fiscalizar o sistema financeiro brasileiro, é responsável pela política de crédito cambial e monetária. Para cumprir esse papel, é necessário que a entidade esteja entrelaçada com o projeto de governo e priorize o interesse público acima dos privados.

“A pauta do nosso ato inclui a democratização do sistema financeiro, para que não tenhamos apenas três pessoas decidindo qual o tamanho das taxas de juros e para tentar fazer uma vacina que, de fato, não inviabilize o aumento ou a escalada da inflação”, explica o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

Confira, abaixo, as principais reivindicações dos bancários:

– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
– Melhores condições de trabalho: com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;
– Emprego: fim das demissões e da rotatividade; mais contratações; proibição às dispensas imotivadas; aumento da inclusão bancária; combate à terceirização ilimitada de serviços diante dos riscos de aprovação do PL 4330, na Câmara dos Deputados, do PLS 087, no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral, no STF; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
– Reajuste salarial: 12,5%;
– PLR: três salários mais R$ 6.247;
– Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho);
– Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83, que exige plano de segurança em agências e PABs; de cofres e agências por bancários;
– Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

As orientações para a greve:

•A Constituição e a Lei de Greve garantem o direito à greve.

•A greve é de todos, mas é importante que cada bancário faça a sua parte para a categoria alcançar seus objetivos.

•Denuncie ao Sindicato o assédio moral e a coação dos bancos para furar a greve ou trabalhar em outro site ou por acesso remoto.

•Se você for convidado para trabalhar durante a paralisação, não aceite. É contra a lei de greve. Grave o registro da mensagem de celular, com hora e data e encaminhe ao Sindicato.

•Trabalhar em casa durante a greve, além de desrespeitar e enfraquecer a luta dos seus colegas, pode trazer problemas jurídicos, uma vez que isso não está previsto no contrato de trabalho.

•Os bancos vão tentar confundir a categoria. Acredite apenas nas informações divulgadas pelo Sindicato.

•Caso a polícia ou oficial de Justiça apareça, permaneça na agência sem fazer o confronto. Exija a identificação do oficial de Justiça, leia o ofício na íntegra, anote dados e comunique o coordenador e o Sindicato imediatamente.

•Convença os colegas bancários sobre a importância da greve e da unidade da categoria. Convença-os a participar das manifestações em agências de outros bancos.

•Informe os clientes dos motivos da greve, da exploração e do desrespeito dos bancos com clientes e população. Procure ajudar a clientela.

•Permaneça no comitê de esclarecimento pelo menos até as 16 horas.

•Vá às atividades, reuniões e assembleias convocadas pelo Sindicato. Elas são importantes para debater e fortalecer a estratégia de mobilização para pressionar os banqueiros.

•Tenha sempre em mãos os telefones do Sindicato: 3262-9090 (geral), 3262-9018 e 3262-9008 (Secretaria-geral).

Da Redação

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