Nenhuma novidade: projeto da isonomia afunda! PT e Contraf/CUT são os culpados!

A única maneira dos bancários obterem a isonomia é apostar na luta direta, enfrentando o inimigo da categoria que sonega este direito: o desGoverno Dilma! É preciso organizar aqueles que estão fora da Contraf e fazer uma campanha pela isonomia de verdade, que pode levar a que se paralise o trabalho por esta demanda. Mas esta campanha precisa ser feita pela base e pelos setores independentes do governo, sem esperar a Contraf, contra quem, aliás, a campanha também terá que se enfrentar, já que todas suas correntes serão inimigas desta luta.

Vamos à luta Bancários!!!

Todo ano já se sabe que em fevereiro ou março teremos carnaval, em dezembro o Natal e, entre setembro e outubro, uma campanha salarial que dirá defender a isonomia para os bancários, e que há um projeto para isso no congresso. Assim como, todo ano, já se sabe que a campanha da Contraf/CUT é uma farsa, montada para simular a defesa dos trabalhadores, mas onde tudo já está entregue ao governo e aos banqueiros de antemão. Agora, o projeto da isonomia naufraga mais uma vez, e só se surpreende quem sempre se iludiu, ou ajudou a iludir, com uma tática condenada ao fracasso.

Um congresso tomado por Genoínos, Malufs, Garotinhos, Bolsonaros, Tiriricas e Donadons nunca poderia votar algo realmente em benefício dos trabalhadores. E, na questão da isonomia, obviamente também não votou! Com o controle do PT e da base aliada, o congresso aprova o Código Florestal pró-desmatadores e o aumento de seus próprios salários. Mas não é capaz de atender nenhuma reivindicação séria de professores, operários, bancários etc.

Depois de 8 anos no congresso, recebeu parecer contrário o projeto de lei (PL) número 6259/2005, que prevê a isonomia salarial, de benefícios e de vantagens aos empregados do Banco do Brasil S/A, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste S/A e Banco da Amazônia S/A, ingressos a partir da Resolução nº 9, de 30 de maio de 1995, e nº 10, de 08 de outubro de 1996, do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais – CCE, hoje DEST.

O relator, cujo parecer deve enterrar o projeto de isonomia, é o deputado Devanir Ribeiro, do PT/SP. Essa relatoria, em que estiveram outros deputados do PT, coube ao Dep.Devanir no início deste ano, também ex-sindicalista, pelos metalúrgicos do ABC. Ou seja, foi o PT de Lula e Dilma quem impediu a aprovação do PL todos estes anos, e que agora destruíram sua tramitação. O mesmo PT que controla a Contraf/CUT, cúmplice do enterro da isonomia, que nunca foi pautada de forma consequente em nenhuma campanha salarial.

A alegação do deputado de Dilma, Devanir Ribeiro, foi pela “incompatibilidade e inadequação financeira e orçamentária” da isonomia. Este argumento neoliberal só comprova pela milésima vez o que somente muito poucos ainda não entendem: o PT é igual ao PSDB! Lula assumiu o governo em janeiro de 2003 e há quase 11 anos existe desigualdade de tratamento em empresas estatais sob ordens do PT, que manteve e aprofundou todos os ataques do PSDB, além de implantar alguns outros. O Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) editou duas resoluções em 1995 e 1996 dividindo os trabalhadores desde então. O mesmo trabalho passou a ter diferentes salários e direitos.

Desde então, além do governo e do congresso, a Justiça, onde nenhum processo pela isonomia prosperou, sempre esteve junto desse absurdo, sustentando esta discriminação escandalosa. O sistema funciona assim: a serviço dos “grandes interesses” e contra os trabalhadores. Só por meio de pressão nas ruas e muita mobilização é possível arrancar conquistas. Tudo o oposto do que veio defendendo a Contraf/CUT, que sempre jogou todas as fichas no PL no congresso corrupto e governista.

Correntes da Contraf são cúmplices deste ataque. A traição é de todas elas!

A Contraf/CUT ficou cada um dos últimos anos criando a fantasiosa versão de que o projeto “avançava” no congresso. Comemorou cada mínimo passo insignificante, quando, na verdade, tudo sempre caminhou para o fundo de uma gaveta! Mas é claro que o motivo pelo qual este engodo durou tanto tempo, é por que, além da Articulação Sindical, maioria da Contraf; a CSC/CTB, ligada ao PCdoB; a CSD/DS, do PT; a CUT pode mais, dissidência petista; e a Intersindical, que faz parte do sindicato mais bandido do país, em SP; todas sempre estiveram juntas!

Enquanto essas correntes confraternizam nos fóruns governistas, simulando pequenas divergências e a autoria de “encontros” da isonomia por dentro desta estrutura falida e inimiga dos trabalhadores, representada na Contraf, outras categorias como os trabalhadores dos Correios, do Bacen ou órgãos públicos já conquistaram a isonomia em suas campanhas! O oposto do que vemos todos os anos em bancários.

A única maneira dos bancários obterem a isonomia é apostar na luta direta, enfrentando o inimigo da categoria que sonega este direito: o governo Dilma! É preciso organizar aqueles que estão fora da Contraf e fazer uma campanha pela isonomia de verdade, que pode levar a que se paralise o trabalho por esta demanda. Mas esta campanha precisa ser feita pela base e pelos setores independentes do governo, sem esperar a Contraf, contra quem, aliás, a campanha também terá que se enfrentar, já que todas suas correntes serão inimigas desta luta.

Não se pode esperar mais uma campanha fajuta no ano que vem, nem é possível confiar em mais nenhum projeto de lei ou ação na Justiça. Como sempre, os trabalhadores só podem contar consigo mesmos. Mas isto não é pouca coisa.

Fonte: www.mrsocialista.org

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