Os bancários nas urnas

Os bancários do DF estão ferrados com esses nomes. A maioria não é bancário de verdade há muito tempo. Só aparecem em época de eleição. Outros com propostas totalmente sem sentido e que só fomentam o circo. Enfim, aqui no DF não é diferente da política nacional.

Magela e Kokay não são bancários há muito tempo… inclusive a Kokay deixou de atuar no Projeto de Lei 6259/2005 quando teve oportunidade. Magela então nem se fala, a única coisa que ele faz pelos bancários é arrumar as boquinhas nas diversas Diretorias do Banco do Brasil.

CORREIO BRAZILIENSE – DF | CIDADES
MATHEUS TEIXEIRA
Categoria historicamente forte nas eleições tem cinco candidatos em busca de vaga na Câmara Legislativa, além do concorrente ao Senado Geraldo Magela e de Erika Kokay, que tenta se reeleger como deputada federal

Brasília tem histórico em eleger bancários para vagas nos parlamentos local e federal. Com um sindicato muito forte, a categoria serviu de impulso inicial para políticos conhecidos começarem a vida pública, como o candidato ao Senado Geraldo Magela (PT) e Erica Kokay (PT), que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados. Além dos dois, nesta eleição, cinco dos candidatos a distrital são economistas de profissão ou trabalham em Banco. Todos eles esperam conquistar a confiança dos colegas para garantir uma boa votação nas urnas.

Leleis Arantes (PHS) é servidor da Caixa Econômica Federal (CEF) e sempre foi ligado ao Sindicato dos Bancários. Ele espera que os anos de militância em prol dos funcionários da CEF sejam correspondidos no pleito. Arantes foi filiado ao PMDB por mais de 10 anos. Em 2013, recebeu o convite do PHS para ingressar na sigla e viu ali uma boa oportunidade para buscar um assento na Câmara Legislativa, pois é um partido menor e com menos concorrência interna. “Quero vencer a eleição para defender, entre outras bandeiras, a isonomia tributária”, apresenta-se.

Durante a campanha, Marco Jardim (PV) tem o cuidado de propor apenas projetos que sejam de competência do Legislativo local. “Minhas propostas são focadas no papel do legislador. Tem muita gente que promete o que não lhe cabe e isso confunde a cabeça do eleitor”, critica. Ele também é funcionário da CEF e faz cálculos para chegar ao parlamento. “Em Brasília, a Caixa tem 10 mil funcionários. Se eu conquistar parte desses votos, arranco na disputa com alguma chance”, acredita.

Karina Sena (PT) é candidata a deputada distrital pela primeira vez. Entre os adversários da categoria, somente ela faz parte da diretoria do Sindicato dos Bancários. Funcionária do Banco do Brasil há 11 anos, sempre foi filiada ao PT, militou no meio sindical e, também, em prol da causa LGBT. Entre as propostas que levará ao parlamento, estão o fortalecimento dos bancos públicos e o uso do Banco de Brasília (BRB) como ferramenta de fomento às políticas públicas voltadas para a cultura. “O BRB tinha de incentivar a cultura, isentar os impostos para projetos da área”, defende. Companheira de partido do governador, ela conta que está negociando com Agnelo Queiroz (PT) a vinda dos Rolling Stones a Brasília. “A banda virá ao Brasil, mas não para Brasília. Acredito que o BRB podia ser um dos apoiadores do show. Claro que em parceria com alguma grande empresa de eventos”, ressalta.

400 reuniões

Ex-funcionário da Caixa, Edmilson Gama (PT) é outro representante do setor na disputa. Militante histórico petista, foi diretor da CEF antes de assumir o BRB, Banco que presidiu em 2011 e 2012. No ano passado, tornou-se assessor no Ministério da Fazenda. Essa é a primeira vez que ele se candidata e, apesar de ter ocupado cargos importantes, afirma que faz uma campanha “modesta”. “Não temos muitos recursos. Por isso, tenho investido nas reuniões com moradores de diferentes bairros do DF. Faço, em média, 15 reuniões por dia. Já foram mais de 400 desde o início da campanha”, garante. Gama espera conquistar o assento na Câmara Legislativa e exalta os apoios que tem. “Sou sindicalizado. Muitos colegas estão engajados na campanha, mas, além deles, sou articulado com outros segmentos”, ressalta.

Concursada da CEF desde 1982, a deputada federal em busca da reeleição Erika Kokay (PT) destaca a importância da participação no sindicato da categoria para o sucesso que teve no meio político. Ela lembra que, em 1985, foi uma das líderes na primeira greve da história da Caixa. Na ocasião, os economiários pararam de trabalhar, pois não eram considerados bancários pelos patrões. “Não tínhamos, por exemplo, jornada de trabalho de seis horas seguidas, como os bancários. Solicitávamos essa igualdade. E conseguimos”, comemora. Depois disso, Kokay foi presidente do sindicato, de 1992 a 1998. Em 2002 e 2006, elegeu-se e reelegeu-se distrital e, em 2010, chegou à Câmara dos Deputados.

Sem descanso

A agenda dos candidatos ao Governo do DF tem sido cheia nos últimos dias. Com a proximidade das eleições, eles se esforçam para convencer os eleitores de que são a melhor alternativa para governar a capital do país. As caminhadas nas regiões administrativas são as principais oportunidades para fazer o corpo a corpo. Por isso, não a deixam de lado.

Ontem, o dia foi movimentado para Agnelo Queiroz (PT). Logo pela manhã, o candidato à reeleição se reuniu com representantes do Banco de Brasília (BRB), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). O petista prometeu melhorias para a instituição financeira. À tarde, Agnelo participou de reuniões com quiosqueiros de Ceilândia e fez caminhada na região. Ainda em Ceilândia, à noite, o petista fez parte da Plenária da Educação.

Rodrigo Rollemberg (PSB) participou, pela manhã, de um encontro do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil. Garantiu que, se eleito, promoverá um diálogo direto entre governo e as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros. No horário do almoço, o socialista se reuniu com microempresários na Candangolândia e prometeu menos burocracia para o setor. À noite, Rollemberg participou de entrevistas e apresentou o plano de governo na Grande Loja Maçônica, na Asa Norte.

Às 7h, Toninho do PSol já estava na Cidade Estrutural para um café da manhã. À tarde, concedeu entrevistas à imprensa e terminou a agenda de campanha às 20h, com uma palestra em uma faculdade particular. Perci Marrara (PCO) aproveitou a quarta-feira para se reunir com servidores dos Correios e participou de uma assembleia dos trabalhadores.

Em sua primeira semana de campanha como candidato ao GDF, Jofran Frejat (PR) tem mantido uma agenda apertada. Ontem, participou de reuniões e entrevistas pela manhã. À tarde, teve mais encontros e conversou com representantes dos partidos.

Luiz Pitiman (PSDB) fez caminhada em Taguatinga, pela manhã. Depois, almoçou no 33ª Ronda Crioula do DF e seguiu para panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto. À noite, o tucano foi sabatinado por representantes do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/DF), na Asa Sul.

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