Banco do Brasil faz hedge de operação argentina

VALOR ECONÔMICO -SP | INTERNACIONAL
Por Alex Ribeiro | De Brasília

O Banco do Brasil fez "hedge" para proteger a sua exposição à Argentina, segundo apurou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o que o deixa "tranquilo" para enfrentar até um eventual agravamento extremo da situação financeira no pais.

O Banco do Brasil tem 58,96% do capital do Banco Patagonia, um dos mais importantes de varejo na Argentina. O investimento foi feito em 2010, no projeto de internacionalização do Banco federal.

O Valor PRO apurou que o Banco do Brasil não é detentor de títulos da dívida soberana argentina, nem diretamente nem por meio do Patagonia. Mas, como todos os bancos que operam na Argentina, o Patagonia tem papéis da dívida interna do governo, cujo pagamento não está suspenso.

O investimento do Banco do Brasil no Patagonia, porém, representa uma exposição em pesos argentinos. Nos últimos meses, o Banco do Brasil comprou hedge no mercado internacional para se proteger de uma eventual oscilação do peso em relação ao dólar.

O "hedge" não cobre 100% da exposição em pesos, mas daria "tranquilidade" mesmo se houver uma variação extrema na cotação.

A visão no Banco do Brasil é que o investimento na Argentina segue uma lógica de longo prazo, que vai além do quadro conjuntural. É normal para bancos com presença em mais de um país fazer "hedge".

Em março, o Banco Patagonia tinha o equivalente a R$ 10,5 bilhões em ativos. São 937 mil clientes, 174 agências e 3.254 funcionários.

Já o Itaú, que opera na Argentina desde 1980, disse que já enfrentou "outros períodos de instabilidade no país sem impacto para nossas operações". "Nosso resultado continua saudável e com liquidez, reforçando nossa gestão local de riscos", disse o Banco, em nota.

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