VIBREM COM A ATITUDE DESSE VALENTE COLEGA!!!

> Prezados colegas,
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> É com imensa satisfação que registro a reação dos colegas aposentados de Salvador (BA), ocorrida por ocasião do encontro para apresentação dos resultados-2013 da PREVI.
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> No início do evento, quando funcionária encarregada do “cerimonial” convidou o diretor Sanda a iniciar a apresentação, o nosso colega José Bezerra Rodrigues interveio e pediu para ser ouvido por antecipação, e pediu para fazê-lo no microfone que, segundo fomos informados, seria interdito aos presentes.

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> Em seguida, sem aguardar concordância do diretor Renê Sanda, subiu ao palco e, ao microfone, fez o discurso que vai abaixo transcrito, um documento que todos devemos ler com atenção e guardar, pois corresponde a tudo aquilo que todos tínhamos vontade de expressar e não tivemos a oportunidade de fazê-lo.

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> Finalizado o discurso, Bezerra anunciou que se retiraria, pois não se permitia ouvir uma apresentação de dados “a posteriori”. Longamente aplaudido, retirou-se do recinto tendo sido acompanhado por mais de 90% dos presentes.

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> Permaneceram no salão pouco mais de uma dúzia de colegas.
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> A reação foi inusitada. E tenho certeza de que foi também inesperada pelos representantes da PREVI – Sanda e Marcel Barros – habituados que estão a falar sem serem nem contestados.
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> Parabenizo o colega Bezerra e congratulo-me com todos os que participaram da reação, que se constituiu num exemplo a ser seguido.
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> Basta de imposições da PREVI sem que haja reação. Basta de ouvir discursos que servem apenas de cortina no grande palco das mistificações.
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> Cordialmente
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> Ebenézer W. A. Nascimento
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> UM MOMENTO, POR FAVOR, UMA QUESTÃO DE ORDEM
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> Meu nome é JOSÉ BEZERRA RODRIGUES – MATRÍCULA NO BB – 5.320.820-X.
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> Do alto dos meus 78 anos de idade, dos quais 20.836 dias, como sócio da PREVI e há pouco tempo integrante do grupo “Meia Dúzia de Três ou Quatro”, guardando na sua nomenclatura inicial, se tratar de coisa raquítica, mas que pode ser amanhã um fiel da balança, quem sabe?

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> 1 – São muitos os colegas, espalhados por este Brasil afora, que demonstram inquietude e descontentamento pelo que vem ocorrendo com a nossa PREVI, contando com a complacência e beneplácito dos dirigentes, tanto pelos escolhidos do rei, quanto os nomeados por nós, através do voto, que não estão sabendo honrar a outorga. Vejamos:

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> A) Transformaram nossa condição de associados, que é o mesmo que sócios, em meros assistidos. Segundo o Aurélio, assistidos é o mesmo que socorridos. Socorridos coisa nenhuma, nós somos os legítimos e verdadeiros donos da PREVI.

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> B) Em eventos como este, gostaríamos, isto sim, na qualidade de sócios, não apenas engolir de goela abaixo, a apresentação de uma peça pronta e acabada, quase sempre ricamente encadernada e cheia de gráficos bem elaborados, porém discutir esses balanços, ainda na forma de rascunho, quando poderíamos questioná-los, pedir esclarecimentos e apresentar sugestões, para posteriormente serem fechados e publicados; será que agora não estamos fazendo apenas o papel de inocentes úteis, permitindo que saiam por aí apregoando, para Deus e o mundo de que os sócios da PREVI tomaram prévio conhecimento daquilo que poderíamos qualificar como malfeito?;

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> C) Permitiram, ao arrepio da lei, que uma simples resolução alterasse sua legitimidade, dando uma de João Sem Braço;
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> D) Esqueceram que os estatutos de uma sociedade, é uma lei orgânica que expressa formalmente os princípios que regem a mesma, razão pela qual, não podendo, nem mesmo o rei, macular esta assertiva. Corre a boca pequena, que o tal Teto de Benefícios, pode ser elevado a patamar comprometedor e danoso as finanças do nosso fundo de pensão, estendendo também estas benesses aos dirigentes da PREVI, que podem se acovardar e fingir que estão com os olhos fechados, diante de tamanha anomalia;

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> E) Permitiram que conselheiros, que têm a função pura e tão somente de aconselhar, referendassem, a mando de quem quer que seja, dispensa do pagamento de mensalidades, tanto do chamado patrocinador, quanto do pessoal da ativa, uma vez que as mesmas se destinariam à formação de um fundo de reserva para ser utilizado quando das futuras aposentadorias, evitando assim subtrair dos recursos suadamente pagos pelos colegas que o fizeram ao longo de muitos e muitos anos. Quem executa um comando errado, se responsabiliza pelas consequências, tanto civil, como criminalmente, correndo às suas expensas, os gastos com o processo. Quem pariu Mateus que o embale.

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> 2 – Temos bem presente de que esses desmandos se passaram diante dos nossos olhos, sem que saíssemos da letargia, alimentando o saudosismo em pensar que o compreensivo empregador de outrora, seja o mesmo ganancioso de agora; b) – Que boa parte, se não a totalidade dos dirigentes da PREVI, escolhidos por nós através do voto, se deixaram picar pela mosca azul do poder, preferindo se ombrear com os escolhidos do rei, em detrimento dos legítimos e sadios interesses de seus eleitores, sempre esbanjando boa fé. Eleições vêm aí, quando poderemos corrigir falhas do passado e alterar fumos para o futuro.

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> 3 – Já estão apregoando aos quatro cantos, de que quem decide as eleições da PREVI, são os colegas da ativa, que quase sempre votam sob pressão, chegando próximo a assédio moral, pois com renitência fica estampada na tela do computador de trabalho de cada qual, a expressão “Você ainda não votou”. Irritados, mas não subjugados, os pobres coitados dos funcionários, que até para se verem livres da infernização, devem ter engrossado o caldo da coluna dos 18 mil insatisfeitos da última eleição, que votaram em branco ou anularam o voto. Não perdem por esperar, pois quem ainda está vivo, não está morto.

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> 4 – Na oportunidade queremos agradecer à empresa que nos brindou com este excelente desjejum, com quitutes tão deliciosos, que não temos por hábito saboreá-los com frequência, mas deixando claro que fomos nós aqui presentes, verdadeiros donos da PREVI, que patrocinamos o evento, encarregando os nossos administradores de fazê-lo.

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> 5 – Tudo isto considerado, me sinto no direito de me ausentar do ambiente, deixando os nossos administradores, inteiramente à vontade, para venderem o seu peixe, da forma melhor que lhes aprouver. Obrigado.
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> Salvador (B), 19/03/2014.

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