Meio milhão de brasileiros quer vaga no Banco do Brasil

DCI – SP | FINANÇAS
29/01/2014
SÃO PAULO

Poucas empresas públicas provocam tantas manifestações de leitores no Mural dos Concursos quanto o Banco do Brasil (BB). A cada anúncio de vagas para concurseiros, críticas e elogios se multiplicam. Na ponta do lápis, os números comprovam o porquê da comoção: mais de meio milhão de pessoas querem uma vaga no Banco federal. E boa parte dessa multidão é formada por jovens. Nos últimos concursos, metade dos contratados tinha no máximo 25 anos.

Diante de tamanho interesse, a instituição financeira tem feito uma série de ajustes na maneira como lida com seus funcionários. Em 2012, mudou o estilo de suas provas para filtrar melhor as competências de quem é aprovado. Mas isso é só um lado da questão. Uma vez contratado, o novo funcionário do BB precisa gostar do Banco e ser incentivado a evoluir.

E aí entram as novidades. Há um ano, o BB criou o portal UniBB, braço on-line de sua universidade corporativa, que funciona como uma plataforma de ensino a distância para os funcionários.

Em dezembro do ano passado o portal ganhou uma versão para a família dos funcionários, com jogos infantis e simulados de vestibular. Os investimentos no portal somaram R$ 8 milhões no ano passado. O valor chega a R$ 91,7 milhões se considerado o aplicado nos cursos presenciais.

Outra iniciativa que surgiu dos debates para melhorar a gestão de pessoas foi a realização de um “Roda Viva” para os funcionários. No mesmo estúdio e formato do consagrado programa da TV Cultura, diretores do BB dão entrevistas que ajudam a esmiuçar a mentalidade do Banco para os funcionários. Depois de gravado, o conteúdo fica disponível no portal UniBB.

A brincadeira sobrou até para o presidente Aldemir Bendine, que passou por uma sabatina conduzida pelos filhos dos bancários.

Para Carlos Netto, diretor de gestão de pessoas do BB, um dos desafios na formação dos funcionários é ensinar o que ele apelidou de “função social do trabalho”. “É entender como o seu trabalho é importante para transformar a vida de alguém”, diz.

O problema, muitas vezes, é que essa consciência esbarra nas metas que precisam ser cumpridas. “O ruim é a meta pela meta. Quando você vê o valor social do trabalho, a meta é consequência”, sustenta Netto.

Empresa pública e com função de governo, como declarou seu presidente no ano passado, o Banco do Brasil não deixa de ser, no fim das contas, um Banco.

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