BB dá calote na PLR adicional da agência Estoril Bauru

O erro foi a aceitação dessa condição no Acordo de PLR, justamente pelas particularidades de cada agência, isso sem contar os acontecimentos extraordinários, como foi o caso da agência citada.

Funcionários do BB trabalharam e lutaram muito por uma PLR justa, mas o acordo da CUT só é bom para o patrão

Os funcionários que trabalham na agência Estoril do BB ficaram sem receber a parcela variável da PLR referente ao primeiro semestre. E o pior é que o banco ainda alega ter como justificar essa grande sacanagem: a cláusula 13 do péssimo Acordo de PLR, elaborado em conluio da direção do BB com os pelegos da Contraf/CUT. Essa maldita cláusula dispõe que a parcela esteja vinculada ao cumprimento de metas. Golpe!!!

O modelo de PLR do Banco do Brasil é composto de dois módulos: o Fenaban e o BB. O módulo Fenaban compõe-se de 45% do salário paradigma e de uma parcela fixa definida pelo banco para cada semestre. O módulo BB, por sua vez, compõe-se de uma parcela fixa (4% do lucro líquido, distribuído linearmente para todos) e de uma parcela variável — e essa tal parcela variável está vinculada ao cumprimento do Acordo de Trabalho (ATB).

A cláusula de parcela adicional não é nova no acordo coletivo do BB. Neste ano, porém, a pontuação ficou ainda mais elevada, mais difícil de ser alcançada. É o cúmulo, mas se a agência não atingir a pontuação mínima, não recebe nada dessa parcela. É inaceitável que um ponto absurdo como esse tenha ‘entrado’ no Acordo de PLR negociado pela Contraf/CUT.

Agência Estoril

A agência Estoril é uma das mais movimentadas da cidade. Por sua localização, clientes de outras agências acabam utilizando-se de sua estrutura. Resultado: faltam funcionários para o atendimento e para fazer negócios.

Além disso, a agência passou por um problema específico, que resultou em demissões, o que deveria ser levado em conta pelo banco neste momento de divisão do lucro. Os funcionários da agência Estoril não podem ser discriminados por não terem conseguido vender produtos/quinquilharias o suficiente. O BB tem obrigação de dar boas condições de trabalho aos funcionários, para então poder cobrá-los.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, o Acordo de PLR da Contraf/CUT com o BB incentiva e até pretende legitimar a exploração contra os trabalhadores através da praga das metas. Neste ano, se a PLR não fosse discriminatória por cargo e não estivesse vinculada ao cumprimento de metas, cada funcionário poderia receber mais de R$ 7 mil por semestre. “A PLR não deve ser discriminatória e nem objeto de barganha”, afirma o diretor Paulo Tonon.

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