Polícia Civil prende acusado de matar filho de bombeiro do DF

O quê você acha disso?

Ele é suspeito de matar o adolescente Osterno Guilherme Martins Linhares de Sousa, 16 anos, com um tiro no rosto durante assalto na tarde de terça (13). Guilherme, como era chamado, morreu porque o celular entregue ao bandido era “velho demais” #MetrópolesDF

https://www.metropoles.com/distrito-federal/seguranca-df/policia-civil-prende-acusado-de-matar-filho-de-bombeiro-do-df

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Mais Médicos – Secreto

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Folha admite que não apresentou provas sobre campanha anti PT

http://www.caneta.org/noticias/folha-admite-que-nao-apresentou-provas-sobre-campanha-anti-pt-pelo-whatsapp/

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Brasil sustenta no exterior servidores à distância

https://diariodopoder.com.br/brasil-sustenta-no-exterior-servidores-a-distancia/

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ESCOLAS COM PARTIDO E SEUS ATIVISTAS

http://www.puggina.org/artigo/puggina/escolas-com-partido-e-seus-ativistas/14397

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A RESISTÊNCIA: NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM

“Todos os ataques desferidos contra o Presidente eleito durante a campanha não surtiram os efeitos esperados por um único motivo: todos, sem nenhuma exceção, são de um infantilismo que envergonha até a molecadinha do jardim da infância.

Tudo começa lá atrás pelo desprezo à candidatura Bolsonaro, tratando-a como se fosse uma verdadeira piada. Vá lá, no princípio até parecia ser mesmo. Mas, mais a frente, quando vídeos começaram a varrer a internet mostrando multidões impressionantes indo recepcioná-lo em aeroportos Brasil afora, a coisa já anunciava que era mais séria. Diante disso, ao invés de abrirem os olhos para tentar entender o fenômeno, fizeram cara de nojinho e continuaram comportando-se como se nada estivesse acontecendo. Piada, né? Tá aí a piada eleita.

Depois instruiram a militância a nunca falar seu nome. Os bobalhões passaram a chamá-lo de “Coiso”, “aquele-de-quem-não-se-pode-falar-o-nome” e outras baboseiras do gênero. Muito eficaz! A grande maioria das batalhas que Napoleão Bonaparte venceu foi justamente porque instruiu seus soldados a nunca proferirem o nome do adversário. Com essa tática, inclusive, venceram sem gastar pólvora ou derramar uma gota de sangue. Vá istudá História procê vê!

No momento mais agudo, houve um movimento orquestrado entre todos os atores para minimizar o barbarismo do atentado do qual ele foi vítima, tentando emplacar sucessivas narrativas delirantes como se qualquer uma delas mudasse a percepção do país inteiro que via, estarrecido e por fonte direta em 194 ângulos diferentes, o momento exato em que o assassino enterrou a faca no abdômen do candidato. Colocando de lado o caráter criminoso desta tentativa de distorcer os fatos, pense comigo: não te parece infantil pedir para que as pessoas não acreditem no que estão vendo com os próprios olhos para acreditar na estória da carochinha que você está tentando emplacar? Quando eu era criança, às vezes amarrava uma toalha ao pescoço — que era, na verdade, uma capa de super-herói — e pregava com durex um pedaço de algodão embaixo do nariz — que era, na verdade, um bigodão mais negro que um céu sem estrelas — e ia até a cozinha avisar minha mãe que aquele que estava em sua frente não era eu e sim o Dr. Plim-Plim, um personagem super poderoso cujos super-poderes eu nunca cheguei a elencar. Ela ficava encantada e acreditava com admiração.

O uso continuado e indiscriminado de rótulos infamantes (veja link abaixo), cujo ápice foi o hilário “anti-ser-humano”, já enfastiou todo mundo há muito tempo porque é um estratagema manjado para interditar o debate. Está tão gasto que já adquiriu ares daquelas brincadeiras onde o Joãozinho dispara contra Pedrinho: “VAI TOMÁ NU CU!”, e Pedrinho responde: “VAI TOMÁ NO SEU CU QUE CABE MAIS METRO DE BAMBU!”.

E aí chegamos naquilo que é, no meu entendimento, a operação mais desastrada de todas: “Ele Não”. Nunca vi uma ação de marketing cometer tantos erros de forma tão condensada. Quem leu apenas a orelha de qualquer livro do professor americano Philip Kotler, de imediato se pergunta:
i) Que diabos este “NÃO” está fazendo num slogan?;
ii) Por que caralhos decidiram fazer menção ao adversário?
iii) Por que optaram por uma menção indireta — que obriga o receptor da mensagem a raciocinar em dois planos e, por isso, potencializa o objeto da mensagem? (ou não aconteceu com você: leu “Ele Não” e pensou “Bolsonaro Não”?);
iv) Por que decidiram canalizar seus esforços para colocar o adversário no centro do debate?;
v) Por que sairam às ruas querendo convencer todo mundo de que o movimento era suprapartidário se estavam vestindo camisetas e empunhando bandeiras dos partidos que impulsionaram a ação? Ora, francamente, pessoal! Assim não dá! De novo, me vejo explicando para minha mãe que eu não sou eu, sou o Dr. Plim-Plim.

Uma vez confirmada a eleição do “Coiso”, o comportamento de jardim de infância ficou ainda mais acentuado através de uma chuva de slogans bobocas: “Se fere minha existência eu serei resistência” — que rima porca, meu Deus! E a única existência que foi efetivamente ferida até o presente momento foi justamente a do eleito. “Eu vou sempre respeitar a sua opinião enquanto a sua opinião não desrespeitar a existência de alguém” — trololó do mais vagabundo. Tomaram um ácido, formularam a frase e acharam genial. “Resistência” — esta parece ser a palavra de ordem dos contrariados desde o fiat lux. Neste caso, a única resistência que fazem é ao bom senso. É do mundo adulto saber lidar com contrariedades e seguir a vida em paz a despeito delas porque adultos sabem que a vida é muito maior que isso. Circunscrevê-la a este assunto miserável e viver por antecipação um apocalipse que não virá é infligir ao próprio coração um sofrimento desnecessário. Aceitar e reconhecer uma situação desfavorável não significa abrir mão de ideais. A luta, seja ela qual for, deve continuar. Mas deve continuar respeitando-se a Realidade e orientada pelos motivos corretos, não segundo premissas mentirosas e pré-fabricadas em série por terceiros com o objetivo exclusivo de manter uma militância ignara unida e com os nervos à flor da pele para que entrem em ação ao primeiro silvo do Comando Central. O slogan “ninguém solta a mão de ninguém”— este sim muito bom porém não menos infantil — atende precisamente este objetivo.

Apenas para encerrar, confesso que me dói ver pessoas de boa índole aprisionadas a este cubículo mental, não porque desejo que pensem o mesmo que eu penso ou que pensem qualquer coisa diferente do que pensam. Não! É justamente porque desejo que pensem de verdade, que pensem por si sós. Desejo que sejam livres e que ampliem seus horizontes. Desejo que quando ouvirem “ninguém solta a mão de ninguém”, tenham o ímpeto de abrir a mão — beeeeem aberta — justamente para que soltem sua mão de uma vez por todas, não para abdicar de suas crenças e sim para libertar o seu espírito. Mas o diabo da liberdade é que estamos livres até mesmo para não escolhê-la.”

[FIM]

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