Espiões que viveram 7 anos subordinados aos militares podem contar sua história

por Marco Nerosky*

25/11/17

Vivemos um momento delicado em nosso país, em que a figura dos militares fomenta grandes polêmicas. Por um lado, há grupos que até defendem uma intervenção militar no Governo Federal, clamando por uma ação rápida e enérgica em meio a tantas denúncias de corrupção, cansados da sofrida e previsível morosidade da justiça e da resolução democrática de nossas mazelas. Por outro lado, existem muitos grupos de opinião diametralmente oposta àquelas, que se arrepiam só de ouvir falar em militares, que morrem de medo do Bolsonaro e tecem inúmeras críticas ao período de governo dos militares. Pra esse segundo grupo, militar não deveria nem se aproximar de política, muito menos se candidatar em eleições democráticas, já que as ideias dos militares são meio suspeitas, seus métodos são misteriosos, suas atitudes nebulosas, e suas intenções um tanto quanto imprevisíveis, segundo sua visão. Além disso, consideram os militares passíveis de algum tipo de tendência autoritaritária ou “extremista”, o que poderia constituir um risco à nossa democracia.

Nesse contexto, seria muito útil se tivéssemos uma espécie de “espião”, que fosse muito atento, curioso e observador, mas ao mesmo tempo pequeno, discreto, aparentemente inofensivo e que pudesse viver com esses militares sem que eles se incomodassem. Ah, se esse pequeno e discreto ser pudesse conviver disfarçado com eles por vários anos, observando suas conversas, fingindo ser um deles, explorando seus pensamentos, ouvindo suas reais ideias e pudesse, ainda assim, voltar ileso e consciente, com tudo impresso em sua memória pra nos contar exatamente o que passa pela cabeça deles! Seria muito bom mesmo! Se esse “espião” existisse, sua opinião teria que ser ouvida pela sociedade, já que essa experiência seria extremamente embasada e muito rica em informações e detalhes, que poderiam nos mostrar de uma vez por todas como esses tais militares realmente são!

Pois esse “espião” existe. Na verdade, a cada ano, cerca de 3.000 novos “espiões” concluem sua missão e voltam pra sociedade civil para dar seus testemunhos. Mas esse grupo de “espiões” que chegam a viver até 7 anos de suas vidas subordinados ao Exército Brasileiro, pouco foi ouvido para opinar sobre os militares. Trata-se do grupo de ex-alunos dos Colégios Militares do Brasil.

O atual Sistema Colégio Militar do Brasil é formado por 13 Colégios Militares (CMs), que oferecem ensinos fundamental e médio. Esses estabelecimentos de ensino estão localizados em vários Estados do Brasil e propiciam educação gratuita a aproximadamente 15 mil jovens de ambos os sexos, mediante processo seletivo.

Ué, mas tem gente que concorre pra se submeter aos militares? Sim, e tem muita gente! Todo ano, concorrem, em média, 22 mil candidatos! Isso contabilizando apenas os CMs vinculados ao Exército. Atualmente, já existem Colégios Militares vinculados à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros também. Seriam eles loucos? E pro aluno, vale a pena estudar em um CM? E as práticas didático-pedagógicas nos CMs, elas obedecem à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional? Claro que sim, mas também estão subordinadas às normas e prescrições do Exército. Então, lá os alunos tem que usar farda, marchar, prestar continência, entrar em forma, passar por testes físicos? Sim, tudo isso e mais um pouco: tem que cuidar bem da farda, não é possível usar celulares na sala de aula, cobra-se que os sapatos estejam engraxados diariamente, que a fivela do cinto esteja sempre brilhante, que o cabelo esteja com o corte adequado (no caso dos homens) ou com penteado padronizado (no caso das mulheres). Além disso, é necessário ser pontual e aprender sobre os nossos hinos, sobre a bandeira nacional, sobre hierarquia, disciplina, respeito e várias outras coisas que os jovens costumam achar um saco, mas que os fazem muito bem a longo prazo.

Não é à toa que a procura é tão grande e a concorrência para entrar cada vez maior. O ensino é de altíssima qualidade, o resultado nas avaliações anuais é acima da média e a maioria dos formandos ingressa em umiversidades públicas após a conclusão do ensino médio. Animados com essa performance surpreendente, alguns estados, como Goiás, já repassaram algumas escolas públicas para a administração de militares e estão bastante satisfeitos com os resultados. Outros governos, como o de Santa Catarina, desejam seguir esse mesmo caminho.

Eu fui um desses espiões. E te garanto que foi uma das melhores decisões e experiências da minha vida. Fui da turma que se formou em 1993 no Colégio Militar de Brasília. Era tão rigoroso mesmo quanto todo mundo imagina? Eu diria que não. Fazíamos nossas bagunças, como toda criança e adolescente faz. Talvez a maior diferença fosse a certeza da punição, sentimento infelizmente raro no Brasil da atualidade. Poderíamos até fazer algo errado, mas, ao começar, já sabíamos que estávamos errados, porque as regras são bem claras. E já sabíamos que, se fôssemos pegos no erro, haveria uma punição. Aprendemos com isso a assumir responsabilidade por nossas ações.

A carga horária era um pouco maior do que a dos demais colégios. O portão de entrada era fechado às 6:40 e as aulas se extendiam até 12:50. Era puxado sim, mas nos adaptávamos rapidamente. Valia a pena, porque a qualidade do ensino era o grande diferencial. Lembro de termos a maioria das provas discursiva, enquanto os amigos de outras escolas tinham muitas provas de múltipla escolha. A escrita era muito estimulada, mesmo quando a disciplina não era a Língua Portuguesa. Além dessa ênfase na redação e na Língua Portuguesa, disciplinas como Geografia, História e todas exatas eram muito valorizadas. Tínhamos, ainda, algumas aulas que não eram oferecidas pra alunos do mesmo ano de outras escolas, como EMC (Educação Moral e Cívica), Desenho Geométrico, OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e até Datilografia (sim, eu sou dessa época e tive aula disso). Os professores mantinham dedicação exclusiva ao CMB e eram realmente referências em suas áreas de atuação.

Até hoje, eu e vários outros ex-alunos do Colégio Militar de Brasília mantemos a convivência. Os laços de amizade formados no CMB se mantêm inabalados até hoje. Formamos um grupo bastante heterogêneo e estamos em todas as regiões do Brasil. Nesse grupo, é possível encontrar engenheiros, advogados, arquitetos, administradores, dentistas, médicos, contadores, militares, professores, empresários, economistas, dentre várias outras profissões. Temos dois sentimentos comuns que nos unem: a amizade formada no CMB e o amor incondicional pelo Brasil.

Sabemos da importância da nossa contribuição pra sociedade de uma forma menos teórica e temos realizado esse trabalho por meio do CMB Solidário, uma iniciativa dos ex-alunos do CMB, que realiza ações de assistência financeira e social, educação e prestação de serviços gratuitamente à sociedade, a partir da doações, que podem ser de tempo, dinheiro ou de algum serviço especializado. Já ajudamos várias instituições e pretendemos crescer e ajudar ainda mais, assim que mais ex-alunos forem tomando conhecimento e fazendo parte dessa iniciativa. Entendemos que fomos beneficiados pela sociedade que nos ofereceu um ensino público de qualidade. Nada seria mais justo do que devolvermos à sociedade um pouco do que recebemos.

Mas e os militares, afinal, como são? Em primeiro lugar, são pessoas comuns, como eu e você. Mas são mais patriotas que o cidadão médio, têm mais sentimento de orgulho e pertinência pelo Brasil. Valorizam muito a Amazônia, o Pantanal, nossa cultura, nossa raiz histórica e os símbolos nacionais, mas não como uma obrigação infundada imposta pelo regimento. Eles respeitam mesmo a hierarquia, o hino, a bandeira, as armas e a República porque os consideram símbolos dos valores que defendem e do sentido de vida que escolheram. São servidores com salários pré-definidos, cujas expectativas de ascensão social se restringem às promoções funcionais naturais da carreira. Seus interesses pelo Brasil não são financeiros e nada têm a ver com qualquer vantagem pessoal. No mais, são pessoas simples, que conhecem bem o Brasil, justamente pelo fato de sofrerem diversas transferências ao longo de suas carreiras. Eles verdadeiramente gostam do Brasil, gostam de ser brasileiros e gostam dos brasileiros.

Eu diria que os militares têm uma preocupação quase paternal com os destinos do Brasil. Parecem realmente se sentir pais responsáveis de um filho adolescente, imaturo, desorientado e inconsequente. Querem saber que rumo está tomando, com quem está andando, quais valores lhe estão sendo transmitidos e se, no final, vão ficar bem quando eles não estiverem mais presentes.

Findo essa reflexão te convidando para um desafio: desconfie de mim e de tudo que eu acabei de te contar. Ter um olhar crítico foi umas das diversas virtudes que aprendemos no CM. É fundamental questionar, duvidar, ouvir mais de uma opinião. Por isso, te convido a conhecer um desses “espiões”, um ex-aluno de CM. Quando encontrar um ex-aluno, pergunte sua opinião sobre o período em que estudou no CM. Indague sobre o ensino, sobre a disciplina, sobre a vida militar, sobre sua preparação para o vestibular. Questione se a disciplina, a existência de regras mais rígidas que o usual, a presença de mais normas e procedimentos foram prejudiciais ou benéficas em sua vida. Pergunte especificamente sobre os militares: se eram pessoas boas, bem intencionadas, trabalhadores preocupados com o Brasil ou se eram seres malvados, autoritários, mal intencionados e cruéis com as crianças e adolescentes. Você não tem ideia do quanto esses “espiões” tem pra te contar sobre os militares. Espero que, depois dessa conversa, sua visão sobre os militares seja a mais fidedigna possível e você possa, assim como os 3.000 formandos anuais dos CMs, ser grato pelo trabalho incansável que eles realizam e pelo amor sincero que eles possuem pela nossa cultura e pelo nosso país.

* Marco Nerosky, ex-aluno da turma de 1993 do Colégio Militar de Brasília (CMB). Atualmente é médico cardiologista, voluntário do CMB Solidário e escreve nas horas vagas.

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A real causa do “problema” dos Correios

Imagine o leitor que trabalhe num local onde seu presidente apregoe, a cada oportunidade que lhe surja, que o principal serviço de sua empresa está morrendo. E que, apesar das pragas do presidente, esse serviço ainda seja absolutamente necessário para a maioria da população e responsável por quase a metade das receitas da empresa.

Imagine que os anúncios de gestão desse presidente e de sua equipe sejam apenas de fechamento de unidades, demissão de trabalhadores, cortes orçamentários e desativações de serviços.

Imagine que este mesmo presidente, embora não tenha conseguido promover nenhuma inovação comercial expressiva após mais de um ano em sua cadeira e nem alavancar as receitas da companhia, atribua aos trabalhadores e a seus direitos, conquistados ao longo de muitos anos, a responsabilidade pelos prejuízos.

Imagine que o acionista dessa empresa tenha recorrido sistematicamente ao caixa dessa empresa para cobrir seus prejuízos, deixando-a completamente sem recursos e sem reservas. Além disso, esse mesmo acionista concordou em implementar mudanças contábeis que sozinhas já condenariam a companhia a sair de um lucro anual de mais de R$ 1 bilhão para um prejuízo de mais de R$ 500 milhões.

Imagine, ainda, que os porta-vozes desse acionista falem, em tom de ameaça, na privatização da companhia para “resolver o problema”.

Depois de imaginar isso tudo, é fácil compreender porque os trabalhadores dos Correios estão revoltados com a direção da Empresa e com o Governo Federal. É possível compreender que o problema dos Correios não está nos trabalhadores, mas sim nos andares superiores de gabinetes da sede da empresa e de alguns ministérios.

Direção Nacional da ADCAP

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Pato ou Águia? Você decide.

Eu estava no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notei foi um táxi limpo e brilhante.

O motorista bem vestido, camisa branca e calças bem passadas, com gravata.

O taxista saiu, me abriu a porta e disse:

"Eu sou João, seu chofer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão.

" No cartão estava escrito: < Missão de João – Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável> Fiquei impressionado.

O interior do táxi estava igualmente limpo.

João me perguntou:

"O sr. aceita um café?" Brincando com ele eu disse: "Não, eu prefiro um suco". Imediatamente ele respondeu:

"sem problema.

Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água" também me disse:

"Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas."

Ao começar a corrida João me disse:

"Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertórios que elas tocam." Como se já não fosse muito, o João ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa.

Daí me avisou qual era a melhor rota para meu destino e se eu queria conversar com ele ou se preferia que eu não fosse interrompido. Eu perguntei:

"Você sempre atende seus clientes assim?" "Não", ele respondeu.

"Não sempre. Somente nos últimos dois anos. Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas.

Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro chamado <Quem você é faz a diferença.> Ele dizia: <Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá.

Não seja um pato.
Seja uma águia!

Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo> Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando.

Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia. Olhei os outros táxis e motoristas… Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos.

Decidi fazer umas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.

No meu primeiro ano como águia dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei.

O sr. teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagem. Se não posso atender, consigo um amigo taxista "águia" confiável para fazer o serviço."

João era diferente . Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal. João o taxista decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.

Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal ou taxista!
Se vc é cristão, se sua igreja tem o melhor ou pior louvor, a melhor ou pior mensagem pregada, isso depende de vc e de como estará seu coração pra receber, a decisão de parar de murmurar é sua. Faça vc a diferença.

Como você se comporta? Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais?
Lembre: A DECISÃO É SUA

Essa chave só abre pelo lado de dentro!
E CADA VEZ VOCÊ TEM MENOS TEMPO PARA MUDAR!

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Uns mais iguais que outros

fonte: O Antagonista 

Leiam:

“O que mais chama a atenção, hoje, é que a mesma maioria da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que hoje soltou José Dirceu – Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski – votaram para manter presas pessoas em situação de menor gravidade, nos últimos seis meses.

A história de Delano Parente

O ex-prefeito Delano Parente não teve a mesma sorte de José Dirceu. Ele foi acusado por corrupção, lavagem e organização criminosa. São os mesmos crimes de Dirceu, mas praticados em menor vulto e por menos tempo. Foram 17 milhões de reais, entre 2013 e 2015, quando Dirceu é acusado do desvio de mais de 19 milhões, entre 2007 e 2014, sem contar o Mensalão. O âmbito de influência de Delano era bem menor do que o de Dirceu. Chefiou o pequeno Município de 8.618 habitantes do interior do Piauí, Redenção do Gurgueia. Na data do julgamento no Supremo, em 7 de fevereiro de 2017, nem mais prefeito era. Contudo, todos os integrantes da 2ª Turma entenderam que sua prisão era inafastável. A decisão de prisão original estava assentada na prática habitual e reiterada de crimes.

O Ministro Dias Toffoli afirmou: “O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa.”

A prisão de Thiago Poeta

Preso aparentemente há mais de 2 anos (mais tempo do que José Dirceu), Thiago Maurício Sá Pereira, conhecido como “Thiago Poeta”, também não teve a sorte de Dirceu em julgamento de março deste ano. Ele reiterou a prática de crimes de tráfico em diferentes lugares e foi preso com 162 gramas de cocaína e 10 gramas de maconha, além de alguns materiais que podem ser usados para manipular drogas. Sua pena foi menor do que a de Dirceu, 17 anos e 6 meses – a de Dirceu, só na Lava Jato, supera 30 anos, sem contar a nova denúncia. Contudo, para Thiago, não houve leniência. Todos os ministros da 2ª Turma votaram pela manutenção da prisão.

O Ministro Gilmar Mendes assim se pronunciou: “Por oportuno, destaco precedentes desta Corte, no sentido de ser idônea a prisão decretada para resguardo da ordem pública considerada a gravidade concreta do crime”. E seguiu dizendo que “Ademais, permanecendo o paciente custodiado durante a instrução criminal, tendo, inclusive, o Juízo entendido por sua manutenção no cárcere, ao proferir sentença condenatória, em razão da presença incólume dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, não deve ser revogada a prisão cautelar se não houver alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis .” Essas colocações também serviriam, aparentemente em cheio, para manter José Dirceu preso, com a ressalva de que a situação de Dirceu é mais grave.

O caso de Alef Saraiva

Alef Gustavo Silva Saraiva, réu primário, foi encontrado com menos de 150 gramas de cocaína e maconha. Após quase um ano preso, seu habeas corpus chegou ao Supremo. Em dezembro de 2016, a prisão foi mantida por quatro votos, ausente o Ministro Gilmar Mendes, em razão da “gravidade do crime”.

O Ministro Ricardo Lewandowski foi assertivo na necessidade de prisão de Alef: “Com efeito, há farta jurisprudência desta Corte, em ambas as Turmas, no sentido de que a gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado e a quantidade de droga apreendida – no caso, 130 invólucros plásticos e 59 microtubos de cocaína, pesando um total de 87,90 gramas, e 3 invólucros plásticos de maconha, pesando um total de 44,10 gramas (apreendidas juntamente com anotações referentes ao tráfico e certa quantia em dinheiro), permitem concluir pela periculosidade social do paciente e pela consequente presença dos requisitos autorizadores da prisão cautelar elencados no art. 312 do CPP, em especial para garantia da ordem pública.”

Conclusão

Diz-se que o tráfico de drogas gera mortes indiretas. Ora, a corrupção também. A grande corrupção e o tráfico matam igualmente. Enquanto o tráfico se associa à violência barulhenta, a corrupção mata pela falta de remédios, por buracos em estradas e pela pobreza. Enquanto o tráfico ocupa territórios, a corrupção ocupa o poder e captura o Estado, disfarçando-se de uma capa de falsa legitimidade para lesar aqueles de quem deveria cuidar. A mudança do cenário, dos morros para gabinetes requintados, não muda a realidade sangrenta da corrupção. Gostaria de poder entender o tratamento diferenciado que recebeu José Dirceu, quando comparado aos casos acima.

O Supremo Tribunal Federal é a mais alta Corte do país. É nela que os cidadãos depositam sua esperança, assim como os procuradores da Lava Jato. Confiamos na Justiça e, naturalmente, que julgará com coerência, tratando da mesma forma casos semelhantes. Hoje, contudo, essas esperanças foram frustradas. Mais ainda, fica um receio. Na Lava Jato, os políticos Pedro Correa, André Vargas e Luiz Argolo estão presos desde abril de 2015, assim como João Vaccari Neto. Marcelo Odebrecht desde junho de 2015. Os ex-Diretores Renato Duque e Jorge Zelada desde março e julho de 2015. Todos há mais tempo do que José Dirceu. Isso porque sua liberdade representa um risco real à sociedade. A prisão é um remédio amargo, mas necessário, para proteger a sociedade contra o risco de recidiva, ou mesmo avanço, da perigosa doença exposta pela Lava Jato.

Fontes dos casos: HCs 138.937 (Delano Parente), 139.585 (Thiago Poeta) e 135.393 (Alef Saraiva).”

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O CUSTO DOS GENERAIS-PRESIDENTES

Nunca pensei que um dia eu concordaria com as seguintes afirmações:
“*O CUSTO DOS GENERAIS-PRESIDENTES*.

São palavras de um repórter que não morre de amores pelos militares.
Os 5 Generais Presidentes. 
Autor : Jornalista *CARLOS CHAGAS*.
*Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos.*

Mas uma evidência salta aos olhos: a honestidade pessoal de cada um!
1 – Quando *Castelo Branco* morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.
2 – *Costa e Silva*, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.
3 – *Garrastazu Médici* dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.
4 – *Ernesto Geisel*, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.
5 – *João Figueiredo*, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.

OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.
Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. 
Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.
Bem diferente dos tempos atuais, não é?
Acrescento:

*NENHUM DELES* mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de 

auto-exaltação e culto à própria personalidade!
*NENHUM DELES* usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.
*NENHUM DELES* usou o hospital Sírio e Libanês.
*NENHUM DELES* comprou avião de luxo no exterior.
*NENHUM DELES* enviou nosso dinheiro para “ajudar” outro país.
*NENHUM DELES* saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos  roubados.
*NENHUM DELES* exaltou a ignorância.
*NENHUM DELES* falava errado.
*NENHUM DELES* apareceu embriagado em público.
*NENHUM DELES* se mijou em público.
*NENHUM DELES* passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.
*BRASIL*: VOCÊ QUE SABE LER E ENTENDE O QUE LEU,

COMPARTILHE COM OS QUE NÃO SABEM. ELES PRECISAM SER INFORMADOS!”

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From Facebook – FuncisBB

​Na intranet esta rolando uma pesquisa sobre o nome do novo sinergia.

Pensei em dois:

F.O.D.A-S.E

F oco

O bjetivo

D irecionamento

A linhamento

S uperação

E ntrega

Mas pensando em sintetizar…achei melhor essa segunda opção:

CU

C ompromisso

U nico

Acho que vai ficar melhor nas reuniões e emails…

“Sr Gerente, seu CU esta abaixo da media da Super…”

“Como esta a entrega do seu CU?”

“10% do orçado da gerev está no meu CU!”

“Seu CU não vai chegar no ouro”

“Esse semestre meu CU esta desafiador!”

“Vamos comemorar a chegada do nosso CU  no final do semestre!”

“Todos juntos pelo CU!”

E para fechar….no Encad….o gerev fala:

“Agora eu vou abrir o CU de um por um aqui na frente”

Feliz 2017!!!

Que venha o CU

🙏

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BB Digital é mistério para funcionalismo

Em mesa temática, representante do banco público não se posiciona sobre reivindicações do movimento sindical, como pagamento de verba de caráter pessoal a abrangidos por reestruturação de agências

Fonte: Redação, Spbancarios (www.spbancarios.com.br)
14/12/2016

São Paulo – A primeira rodada da mesa temática específica sobre o BB Digital, conquista da Campanha Nacional Unificada 2016, foi marcada pelo posicionamento evasivo dos representantes do Banco do Brasil sobre as reivindicações da comissão de empresa dos funcionários. A reunião ocorreu na quarta-feira 14.

Os dirigentes sindicais cobraram que os trabalhadores que ficarem excedentes nas agências convencionais, por conta da transferência de suas carteiras para os escritórios digitais, tenham direito ao pagamento de verba de caráter pessoal (VCP) até que sua situação esteja regularizada. Além disso, que esses funcionários tenham prioridade na transferência para vagas comissionadas das agências digitais.

Oe negociadores do BB não se posicionaram. Informaram apenas que até o final deste ano serão abertas mais 46 agências digitais e outras 209 em 2017, sem detalhar onde serão instaladas.  Ao final de todo esse processo, a instituição contará com total de 487 unidades digitais em todo o país.

“As agências digitais absorvem as carteiras das convencionais de uma localidade. Ou seja, quem ralou tanto para conquistar essa clientela para o banco perde tudo, pois não há garantia de ser transferido para a agência digital que ganhou sua carteira. Fica sem função na unidade convencional”, critica o diretor do Sindicato Felipe Garcez, que participou da negociação. “Também cobramos que o banco apresente informações mais precisas sobre o BB Digital que continua sendo um verdadeiro mistério para os funcionários. Isso apenas causa intranquilidade e incerteza sobre o futuro.”

Os debates dessa mesa serão retomados no início de janeiro.

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